• Ceclin
out 27, 2016 0 Comentário


Indígenas liberam a BR-101

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A rodovia BR-101, fechada nos dois sentidos no início da manhã desta quinta-feira, teve o tráfego liberado por volta das 11h. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ato gerou um congestionamento de mais de 10 quilômetros. Os motoristas foram orientados a evitar a área e utilizar rotas alternativas até chegar na Avenida Caxangá ou Abdias de Carvalho. A PRF enviou duas equipes ao local. O ato foi realizado por indígenas contra a publicação da portaria 1907/2016, por acreditar que a medida retira poderes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e as aldeias ficam submetidas às decisões do Ministério da Saúde e também contra a PEC 241. Participam do protesto representantes de diversas tribos como Kanbiwa, Tuxa, Aticum, Pancararu, ancara, Entre Serras e Xucuru.

Depois de liberar a via, os manifestantes seguiram em caminhada até os ônibus para voltarem às suas respectivas aldeias. A Superintendêncua da PRF em Pernambuco entrou em contato com a Procuradoria do Ministério Público Federal, que deve acionar um Procurador da República para conversar com os ídios e buscar uma negociação para a liberação da rodovia. Além da BR-101, os índios também bloquearam hoje as BRs 316, 428 e 116, na altura do Trevo do Ibó. Desde ontem, movimentos indígenas realizam manifestações nas BRs 101 e BR 423 em Alagoas. De acordo com a PRF, na BR-101 foram interditados os quilômetros 20, em Joaquim Gomes e 248, em Porto Real do Colégio.  Já a BR-423 foi interditada no quilômetro 100, em Delmiro Gouveia.

Nos dias 19 e 20 deste mês, índios da tribo Wassu-cocal fecharam o tráfego da BR-101 nos dois sentidos, na altura do quilômetro 23, entre os estados de Pernambuco e Alagoas, no município de Joaquim Gomes. Na ocasião, os superintendentes da PRF, FUNAI e DNIT de Alagoas estiveram reunidos com os manifestantes. Algumas das reivindicações foram enviadas para análise em Brasília. Os índios reivindicam demarcação de terras indígenas e a implantação de saneamento básico e transporte escolar no local.

Diário de Pernambuco