• Ceclin
jun 06, 2011 1 Comentário


Hely: “A palavra final virá do Palácio”

Embora a atuação do deputado federal e ex-prefeito João Paulo (PT) seja considerada decisiva na eleição do ano que vem, outro agente político também terá um papel importante no jogo. Na visão do cientista político Hely Ferreira, quem “dará as cartas” na disputa, não só no Recife, mas em todo o Estado, será o governador Eduardo Campos (PSB). A popularidade do socialista, que se reelegeu no ano passado, com 82,84% dos votos válidos, é um fator de grande relevância no processo, pontua o estudioso.

Hely Ferreira destaca o governador como o principal agente da eleição municipal. O PSB, partido do vice-prefeito Milton Coelho, outro nome cotado para a disputa, cresceu consideravelmente na eleição de 2010, e tem expressado nas propagandas partidárias o desejo é continuar com o aumento dos números. Para Hely Ferrerira, o apoio da legenda será cobiçado por todos os campos, incluindo até os partidos de oposição, a exemplo do PSDB.
“Mesmo que Eduardo Campos não participe da eleição, a palavra final sobre qualquer candidatura virá do Palácio das Princesas. Até a hipótese que vem sendo considerada (de que a base governista poderá lançar duas candidaturas) só vingará se for avalizada pelo governador. E se o candidato não for João da Costa, o senador Humberto Costa (PT) leva vantagem, pois nunca foi prefeito nem conseguiu ganhar um cargo no Executivo, o que já ocorreu com João Paulo. O nome dele soaria muito mais leve para o Palácio, enquanto João Paulo faria sombra”, analisa Hely Ferreira.
Todavia, o socialista já sinalizou que – pelo menos publicamente – não deverá tomar frente na campanha do ano que vem, por pretender se dedicar à parte administrativa; aindaque nos bastidores entre no jogo. Quando questionado, Eduardo Campos se utiliza do mantra de que adotará a mesma postura na eleição de 2010. “Eu não antecipei o debate eleitoral na minha reeleição (em 2010). Só abri essa discussão em maio. Por que então o faria agora, se não vou disputar eleição em 2012? O povo me elegeu para trabalhar, não para discutir eleição”, coloca Campos.

(Folha de Pernambuco).