Ceclin
fev 10, 2015 0 Comentário


Guilherme Pajé e seus trinta anos falando sobre o Carnaval de Vitória

(Fotos: Marcio Souza  / A Voz da Vitória)

(Fotos: Marcio Souza / A Voz da Vitória)

Por Marcio Souza, especial para o Portal A Voz da Vitória

Uma vida dedicada ao Carnaval e ao Frevo faz de Guilherme Pajé uma enciclopédia da cultura vitoriense. São essas as considerações iniciais a respeito do radialista, carnavalesco e compositor de 48 anos.  Sua história começou a ser escrita há muitos anos atrás entre os passos e brincadeiras com bombinhas d’água na Rua Imperial, em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata.  Em mais um período de festa, para ele sobram motivos para comemorar, afinal, não são todos os dias que alguém completa 30 anos à beira de um microfone transmitindo um conteúdo magnificamente original.

Todos os domingos, Pajé sai de casa para falar sobre Carnaval. Coloca os CD’s nas mãos junto com sua agenda e segue em direção à emissora na qual faz parte. Essa rotina se repete desde 1985 quando iniciou a carreira na Rádio Cultural AM, em Vitória. Atualmente, há 10 anos na Rádio Tabocas FM, o carnavalesco conduz o programa ‘Sua Excelência o Frevo’. Diferenciado por falar de um assunto o ano inteiro, o radialista diz que sua paixão não se cansa.  “Quando eu era criança, eu já gostava do carnaval. A gente saia brincando na rua, era um mela-mela, era muita folia. Daí, eu fui crescendo ouvindo sempre rádio, ouvindo outros radialistas, e me apeguei ao negócio”, salientou. “Com muita humildade, com muita modéstia, eu valorizo as coisas da minha terra”, pontuou.

PAjéMesmo com todos esses anos de atuação, Guilherme Pajé afirma que existe uma grande dificuldade em relação a apoio comercial. No quesito parceiros, Pajé não entra em muitos detalhes, mas garante que se não fosse por amor dificilmente mantinha um programa por tanto tempo.

Outra coisa que ele destaca é que a vida lhe colocou em uma ironia tremenda. Pajé nasceu no dia 24 de junho de 1966, dia de São João, mas sua paixão é por outra festa diferente. “Os amigos até brincam e dizem que eu deveria fazer programa junino, mas eu gosto de Carnaval, porque pra mim não existe São João sem Luiz Gonzaga, sem fogueira, sem Trio Nordestino, sem comida típica… e na Festa de Momo há pelo menos o Frevo, os Maracatus, os Caboclinhos”, disse ele em risos.

Com três décadas de muito trabalho, o comunicador externa sua satisfação em falar do que gosta e mais ainda em falar da Vitória de Santo Antão. Por outro lado, o radialista se diz feliz porque é possível se ter uma visão de que o Carnaval de Vitória está voltando às origens com o ressurgimento das orquestras e das troças. “Em meados de 1998 as agremiações já não estavam podendo mais sair porque era difícil competir com os trios elétricos, que eram muitos. Um ano depois começamos tentar reformular junto com os órgãos e associações, e de pouquinho em pouquinho tudo foi voltando”.

Em 2015, Guilherme Pajé será um dos homenageados no Carnaval da cidade. Ele está feliz por isso, e sente-se lisonjeado por ser publicamente reconhecido. “Estou feliz com isso. Pra mim é um orgulho ser reconhecido pela minha terra”, finalizou Pajé.