Ceclin
out 08, 2008 0 Comentário


Gravatá e Brejo em dia de protestos

Ausônio Silveira

Assim como aconteceu na segunda-feira, em Vitória de Santo Antão, mas sem confronto entre policiais e a população, nos dias depois do pleito nos municípios de Brejo da Madre de Deus e Gravatá, ocorreram boatos e desconfiança entre a Justiça Eleitoral e alguns eleitores. Após a divulgação de que José Edson, do PTB, ganhou de Alexandre Asfora (PPS), a eleição para prefeito do município, por uma diferença de 530 votos, alguns partidários do derrotado se reuniram, anteontem, e tentaram fazer um quebra-quebra no Fórum Eleitoral. O caso se refere ao problema de registro no título de eleitor de pessoas que não cosseguiram votar no último domingo. “Em novembro de 2006, foram cancelados 300 títulos por transferência irregular. Pessoas que moravam em outros municípios foram intimadas a comparecer ao cartório, como não foram encontradas na cidade tiveram seus títulos cancelados”, informou o juiz-corregedor do Tibunal Regional Eleitoral (TRE), Sílvio Romero Beltrão.
A Polícia Federal foi chamada para conter os populares, que reclamavam, principalmente, sobre o cancelamento dos títulos. O protesto contou com cerca 500 pessoas que permaneceram em frente à porta do Cartório Eleitoral até que o caso fosse esclarecido pelo juiz-corregedor do TRE.
Já na cidade de Gravatá, como a diferença entre Ozano (PSDB), candidato que ganhou as eleições, e Bruno Martiniano (PTB) foi de apenas 90 votos, a desconfiança dos eleitores girou em torno do boato de que cerca de seis urnas teriam sido roubadas.
Segundo o corregedor Sílvio Romero, tudo não passou de um grande mal-entendido, pois, no dia das eleições, o município contou com 155 secções, sendo que seis urnas foram agregadas, diminuindo para 149. “Não se justifica o custo de ocupar uma sala para que apenas 30 eleitores possam votar, por isso juntamos duas urnas numa única secção”, explicou. (Folha de Pernambuco).