Ceclin
dez 16, 2014 0 Comentário


Governo Paulo Câmara terá 22 secretarias, mas folha de pagamento mais enxuta

Paulo Câmara 2014JC Online

A expectativa alimentada ao longo da campanha de que iria diminuir o número de secretarias não foi levada a cabo pelo governador eleito Paulo Câmara (PSB). Ele manteve o mesmo número de pastas da reforma realizada pelo ex-governador Eduardo Campos em 2013: 22. A economia da máquina se dará pelo enxugamento da folha de pagamento dos comissionados. Aos futuros titulares, Paulo determinou ontem a meta de diminuir em 20% esse custo. Mas o governador eleito não soube estimar o impacto financeiro da medida.

No novo organograma, manteve a mesma lógica adotada entre 2007 e 2014, nas duas gestões do seu mentor político. Orbitando em torno do seu gabinete, colocou dois homens de confiança, que, inclusive, integraram a equipe de campanha: José Neto (chefe da assessoria especial) e Renato Thièbaut (chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos). Com a manutenção da assessoria especial, mantém cargos à disposição de indicações normalmente políticas, como ex-prefeitos e ex-deputados.

A unidade de Projetos Estratégicos é voltada, por sua vez, às metas de grande porte – caso dos grandes projetos. Colocou a Casa Civil nas mãos de Antônio Figueira, que na eleição também atuou como um dos coordenadores, principalmente na interlocução com os partidos aliados.

A postura de acomodação política permanece. Figueira nomeou para ser seus secretários executivos dois quadros que estarão sem mandato em 2015: André Campos (na articulação com a Alepe) e o ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota. Na gestão de Eduardo, essa secretaria chegou a abrigar, de uma só vez, cinco ex-prefeitos.

Nomeado para a pasta de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, reeleito deputado federal este ano, assume a tarefa de desatar os “nós” de uma das vitrines do final da gestão de Eduardo, que foi reforçada durante a campanha de Paulo Câmara. Trata-se do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), que, em 2015, chega à terceira edição. Adorado por dez entre dez prefeitos, o repasse fundo a fundo esbarra em problemas de execução. Para tanto, explicou Danilo, a secretaria irá instalar um gabinete especial para capacitar as prefeituras na formatação de projetos.

“É uma forma de acompanhar melhor a execução e criar um banco de projetos, pois os municípios tem dificuldades técnicas”, disse. Estratégica, essa pasta é a responsável pela sistematização do plano de metas. Uma novidade é a secretaria de Habitação, que ficou nas mãos de um indicado do PMDB, Marcos Baptista. “Criamos para atender a essa demanda, que depende de linhas de crédito específicas”, pontuou Paulo.