Ceclin
ago 04, 2012 0 Comentário


Governo Federal e servidores em “queda de braço”

(Imagem: Internet)

Uma corrida contra o tempo. Assim pode ser definida a situação dos servidores federais, em greve desde 18 de junho. O Congresso Nacional tem até o final deste mês para aprovar o orçamento de 2013. Caso o serviço público não esteja contemplado na peça, mais uma vez a categoria não terá reajuste no ano que vem, nem haverá investimento no setor.

O cenário não é nada animador. Nos últimos dez dias, pelos menos duas medidas adotadas pelo governo Federal vão exigir do funcionalismo muito mais mobilização e poder de pressão.

A primeira diz respeito ao Decreto 7777/12, assinado pela presidenta Dilma, autorizando a substituição de servidores federais em greves por servidores estaduais, municipais e até mesmo terceirizados. A segunda rasteira do governo foi a suspensão de todas as reuniões agendas com as entidades representativas do funcionalismo, quando deveriam ser discutidas as demandas das várias categorias da esfera federal. Até o dia 13 de agosto, o Executivo não senta para negociar.

“Estamos há quase dois meses numa greve nacional, mas poucos órgãos e servidores aderiram ao movimento. É preciso intensificar a luta para que aumente o poder de pressão junto ao governo”, destaca o coordenador geral do Sindsep-PE, Sérgio Goiana.

Em Pernambuco, além do Incra Recife e Petrolina, estão paralisados todas as unidades dos institutos federais. Na última quinta-feira, a Reitoria do IF Pernambuco mostrou-se sensível ao movimento e garantiu que as aulas só vão começar depois do fim da greve. No IF Barreiros, os grevistas vão entregar um documento, próxima segunda – previsão para início das aulas -, aos alunos e pais de alunos explicando o movimento e defendendo qualidade na educação.

Terça-feira, o piquete de greve do Incra Recife vai repassar para a Associação dos Portadores de Doenças de Chagas de Pernambuco uma tonelada de alimentos comprados e doados por assentamentos da reforma agrária. Na Agricultura, os servidores resolveram estender para todas as quartas-feiras de agosto paralisação por 24 horas.  

com informações da Assessoria.