Ceclin
fev 13, 2011 0 Comentário


Governo esclarece postura de Arraes

Caro Jamildo


A respeito do post “Arraes não tinha intermediários para falar com professores”, vale fazer algumas considerações, que são importantes para avaliar o papel desempenhado pelos governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos em favor da educação pública no estado, ao mesmo tempo em que dá condições de examinar atitudes e escolhas políticas de alguns dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Pernambuco (Sintepe).

A primeira coisa a pontuar é que, em frontal agressão à trajetória, história de lutas e compromissos populares, os personagens da foto que o blog reproduz chamaram Miguel Arraes de “Pinochet de Pernambuco”. Ora, isso aconteceu na segunda metade da década de 1980, ou seja, na mesma época em que foi feita a foto distribuída agora pelo Sintepe, numa espécie de penitência pública tardia e acidental. Arraes autoritário? Não há desmentido mais categórico do que esta fotografia. Os sábios ensinam que a História é a única ciência capaz de se exprimir por meio da ironia.

O segundo ponto a ser destacado é que há consenso na opinião pública, assim como há amplo reconhecimento na academia, de que a educação pública de Pernambuco teve grande avanço no Governo Eduardo Campos, resultado do aumento significativo no volume de recursos investidos e do grande esforço de qualificação da qualidade do serviço oferecido à população. Hoje temos mais escolas em tempo integral, mais escolas técnicas, mais merenda e melhor remuneração do pessoal, além de melhores notas no IDEB. Os pais dos mais de 1 milhão de estudantes que freqüentam as escolas da rede sabem disso muito bem.

É preciso lembrar ainda, pois parece que a direção do Sintepe esqueceu, que, na era Jarbas, a entidade por pouco não fechou suas portas. Como o governo deixou de recolher na folha de pagamento a contribuição sindical dos servidores, a entidade se viu imobilizada e esvaziada. A situação atingiu ponto tão crítico que o Sintepe chegou ao cúmulo de desrespeitar a legislação trabalhista e negar direitos a seus próprios funcionários, alegando falta de recursos. Quem duvida, consulte a direção do Sindicato dos Jornalistas da época.

Enfim, os dirigentes do Sintepe têm todo o direito de sentir saudades do governo Jarbas Vasconcelos e, se não o fizeram, coerentemente deveriam ter votado nele nas últimas eleições. Afinal de contas, escolhas políticas podem ser discutidas, mas são direito inalienável de quem as faz.

Evaldo Costa

Secretário de Imprensa