Ceclin
nov 09, 2020 0 Comentário


Governo e Congresso jogam contra o povo brasileiro

Na semana em que a imprensa brasileira voltou as suas atenções à eleição presidencial americana, no Brasil, Congresso e governo caminham com projetos contrários à economia nacional e à vontade popular. Na terça-feira (03/11) o Senado aprovou o PLP 19/19, que desvincula o Banco Central da política econômica do País e, no dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou para reitor da UFPB, aqui do lado, o terceiro colocado na consulta eleitoral realizada entre a comunidade acadêmica (docentes, técnicos administrativo e estudantes).

O PLP 19, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB/AM), é vendido como “Autonomia”, e estabelece, dentre outras coisas, mandatos fixos de quatro anos para os presidentes do Banco Central. Hoje, o cargo é uma indicação do presidente da República. “Em qualquer cenário, o Banco Central precisa estar alinhado com a política econômica do governo para as coisas funcionarem. Caso não haja esse entendimento e eles seguirem caminhos opostos, isso pode impactar diretamente na geração de emprego e renda e no endividamento do brasileiro”, explica o coordenador geral do SindsepPE, José Carlos de Oliveira.

Já a nomeação arbitrária do novo reitor do UFPB faz parte do projeto político e autoritário do governo Bolsonaro, que em vez de dar posse aos escolhidos pelo voto dos trabalhadores e estudantes –  como sempre aconteceu em tempos democráticos – indica pessoas ligadas ao seu posicionamento político ideológico que não valoriza o ensino público do País.

Sobre as eleições americanas falada no começo da matéria, é importante resultar que elas têm um peso importante para o Brasil. “Sendo os Estados Unidos o maior representante do imperialismo capitalista, a derrota do republicano Donald Trump, guru de Bolsonaro, pode representar o começo do freio do conservadorismo no Mundo”, analisa esperançoso José Carlos de Oliveira.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco
SINDSEP-PE