Ceclin
mar 03, 2017 0 Comentário


Governo do Estado diz que não houve homicídios no Carnaval, oposição contesta

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Para líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), governo tenta esconder números da violência durante o Carnaval.

Números extraoficiais da oposição dizem que 85 pessoas foram assassinadas em Pernambuco durante o Carnaval 2017. 

Levantamento da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) diz que 85 homicídios foram registrados em Pernambuco durante o Carnaval 2017; entre a sexta-feira (24) e a Quarta-Feira de Cinzas (1º). Os números, ainda extraoficiais já que o governo deixou de divulgar diariamente as estatísticas de homicídios, representariam o Carnaval mais violento em Pernambuco desde 2010. Naquele ano foram 91 assassinados durante o período carnavalesco.

Em 2016, 63 homicídios foram registrados no mesmo período. Significa que a violência cresceu 35% no Carnaval deste ano. Os dados da oposição são contabilizado com dados de fontes extraoficiais da Secretaria de Defesa Social (SDS), do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) e do Instituto Médico Legal (IML). Para o líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), o governo tenta esconder os números.

Antes do Carnaval, governo e oposição bateram boca na Alepe sobre a sensação de insegurança da festa. Para a oposição, este seria um dos carnavais mais violentos de todos os tempos. O governo acusava os oposicionistas de contribuirem com a sensação de insegurança. O governador Paulo Câmara (PSB) monitorou diariamente o esquema de segurança durante o Carnaval.

GOVERNO: ZERO ASSASSINATOS NOS FOCOS

Em um balanço divulgado à imprensa mais cedo, o governo do Estado anunciou que nenhum homicídio foi registrado na Região Metropolitana nos “focos de Carnaval” entre a 0h de sábado (25) e às 23h59 da terça-feira (28). Os dados completos sobre os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) só serão divulgados no próximo dia 15.

No balanço do governo, só ocorreram homicídios em focos da folia nos municípios de Vitória de Santo Antão (1) e Água Preta (2), mas eles seriam “decorrentes de questões não relativas à festa propriamente dita”. Também em nota, o líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento (PSB), disse ser necessário aguardar as informações oficiais. “A perspectiva de caos não se concretizou devido ao comprometimento profissional dos que atuam na área da segurança pública”, destaca.

Jornal do Commercio