Ceclin
jul 07, 2016 0 Comentário


Fenearte começa nesta quinta (7) e segue até o dia 17

Fenearte

Obra do escultor vitoriense Fernandes Rodrigues. Foto: Pedro Silva / A Voz da Vitória

Feira de artesanato começa nesta quinta (7) e segue até o dia 17, no Centro de Convenções

A 17ª edição da Feira Nacional de Negócios (Fenearte) começa nesta quinta-feira (7),  no Centro de Convenções de Pernambuco, levada pelo tema “Artesanato. Arte Brincante”, que deve ser o mote de boa parte dos trabalhos. Segundo a assessora especial da presidência da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper), Patrícia Lessa, a curadoria avaliou cerca de mil artesãos, dos quais foram selecionados em torno de 290. “Há todos os tipos, desde esculturas, utilitários e decoração até produtos cortados a laser e reciclados, como vinil”, comentou. Itens de tecelagem e rendas, assim como de madeira e de barro, continuam com força nesta edição.  Peças contemporâneas estão presentes em estandes individuais; o artesanato de raiz, nos espaços de prefeituras municipais e governos estaduais, segundo Patrícia.

Nesta edição, a Alameda dos Mestres terá 11 novos participantes, somando 63 no total, que preenchem a entrada principal da feira e a primeira rua. Na opinião do arquiteto Carlos Augusto Lira, o título de mestre “acaba reforçando a responsabilidade deles de buscarem o aprimoramento de suas técnicas”.

Neste ano, Lira destaca a qualidade dos trabalhos que estarão expostos no Salão de Arte Sacra. “Achei as peças muito fortes, recebemos quase 200. Embora o Estado seja laico, a arte popular tem essa tendência religiosa. São trabalhos muito superiores, na questão técnica, aos apresentados ao Salão de Arte Popular”, compara. O arquiteto destaca ainda, dentro do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que evidencia as 27 unidades da federação, o estande do estado de Alagoas. “Além de muito bem projetado, terá presença de nomes tradicionais do artesanato alagoano, como André (filho de Manoel da Marinheira) e Zezinho de Arapiraca”. Na temática da Fenearte, os brinquedos do Pará têm o diferencial da madeira leve; já as peças indígenas do Xingú não ficam apenas na seara do artesanato, e trazem trabalhos utilitários típicos dos índios. “Na CasaCor, Carla (Cavalcanti) e Isabela (Coutinho) vão premiar arquitetos que utilizarem o artesanato popular em seus projetos”, completa Lira, que vai apresentar os trabalhos expostos na feira.

O setor internacional, sempre um dos mais concorridos, conta com a participação de 41 países distribuídos em 50 estandes, entre os quais Turquia, Tunísia, Turcomenistão, Uruguai, Tailândia, Sudão, Somália, Serra Leoa, Senegal, Arábia Saudita e Alemanha. A 17ª Fenearte recebeu um total de R$ 5 milhões em investimentos, tem 5 mil expositores nos 30 mil m² do pavilhão, onde espera receber 300 mil visitantes nos dez dias de programação. O evento homenageia os mestres Manoel Eudócio e Naná Vasconcelos.

Shows
As apresentações diárias da Fenearte começam hoje, às 15h30, com apresentação itinerante da Escola Pernambucana de Circo. No palco, às 16h30, o Maracatu Porto Rico. Lia de Itamaracá também está confirmada na programação (no próximo sábado, 20h), assim como o bloco Pitombeira dos Quatro Cantos.

Folha de Pernambuco