Ceclin
jul 06, 2009 3 Comentários


Fator juventude versus mídia

Atualmente a juventude se faz presente em todos os lugares, espaços e ambientes, porém ainda não é valorizada como parceira para arregimentar mudanças em nosso País.

Hoje temos que nos deparar com uma realidade difícil e sofrida, presenciamos uma mídia conservadora, que versa como exemplo a série Malhação da Rede Globo, que demonstra uma juventude consumista, que estuda em escola particular, fazem festa e fala do grêmio como um instrumento estudantil para organização de festas e azarações. Notadamente, discrimina o Nordeste e não procura mostrar uma juventude que corre atrás de seus objetivos, que trabalha durante o dia, que pelo menos a noite vai à escola para concluir o ensino médio. Pois, ainda se lamenta, que o acesso as universidades públicas deste País é para essa juventude que se assiste em Malhação.
Por outro lado, é preciso conferir o que vemos em emissoras da Vitória de Santo Antão, em maior grau, em inúmeros programas policiais que fazem de um espetáculo uma juventude marginalizada, que rouba, mata e vive no crime, vendendo e usando drogas e se prostituindo.
Temos, portanto, duas realidades distintas em que se contrastam com a juventude que vai à luta em busca de melhorias na sua qualidade de vida e carece de políticas sociais que respondam aos anseios dessa massa, apesar desta representar cerca de 30% da população de nosso País, que cobra e carece de investimentos em habitação, saúde, educação, segurança e sobretudo, em trabalho e renda.
A sociedade precisa cobrar, está presente e propor um grande processo de democratização da mídia. Esta sociedade precisa debater o conteúdo de programação para estas emissoras, fiscalizar e cobrar dos órgãos responsáveis o respeito à comunidade, destas concessões públicas de rádio e TV.

É pertinente consolidar uma rede que possa construir este debate e provocar mudanças, incluindo-se neste espaço suas políticas econômicas e estruturais em andamento no País. Penso que este debate começa em casa, incentivado nas escolas e destes para os grandes conglomerados urbanos.

Por Gilberto Júnior,
É presidente da UESV. Militante da UJS. Colunista do Blog.