Ceclin
abr 05, 2008 1 Comentário


Famílias da Vitória de Sto Antão vivem com medo do rio Tapacurá

O rio Tapacurá corta o município da Vitória de Santo Antão e deixa os moradores assustados em época de chuva porque a água ameaça invadir as casas.
Há três anos, uma chuva intensa fez o rio transbordar e comunidades como “Doutor Alvinho” e “Doutor Bido Krause” quase sumiram. A água também arrastou a ponte da avenida principal de Vitória e destruiu várias casas, deixando quase 200 famílias desabrigadas.
Mas mesmo com o medo, as famílias tiveram que voltar a morar às margens do rio. A preocupação é maior quando chega a noite. “Qualquer chuvinha, que a gente fica tudo com medo de cair no rio e assim a gente leva, o Deus quer”, diz a dona de casa Maria de Fátima da Conceição. “Minha casa encheu de água e a gente não pôde salvar nada. Saímos com a roupa do couro eu, meu marido e 16 pessoas que estavam na casa”, disse Maria Pereira.
O tempo passou, a ponte na avenida Henrique de Holanda foi reconstruída, mas os problemas não acabaram: em vários trechos do rio Tapacurá, há lixo acumulado e o mato está alto. A prefeitura de Vitória diz que pediu ao Governo do Estado o serviço de dragagem do rio que vai facilitar a passagem da água.
As famílias que ficaram desabrigadas, há três anos, já voltaram para as casas e esperam pela moradia prometida pela Prefeitura de Vitória, que construiu em parceria com o Governo Estadual, 600 casas no Loteamento Conceição, também conhecido como Comunidade do Iraque.
O secretário de Obras do Município, Renildo Júnior, reconhece o risco de quem vive às margens do rio, mas disse que ainda faltam condições adequadas na área onde ficaram as novas casas. “Então, nós estamos só esperando a Compesa iniciar essas obras e já também entramos em contato com a Celpe para iluminação pública e acredito que em setembro ou outubro, essas 600 famílias já vão ser relocadas com as novas casas”, explicou.
Ele afirmou ainda que, visando à realocação dos moradores ao local, a prefeitura já construiu uma escola pública com dez salas de aula, com biblioteca, com campo de futebol, já temos um Posto de Saúde da Família (PSF) na localidade dotada de um médico, dotada de um dentista exclusivo para área.
Enquanto a mudança não acontece, seu José Agostinho vive angustiado. “Porque não tem para onde ir pra outro canto, então tem que se virá aqui mesmo”, conforma-se.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos informou que o serviço de dragagem não vai ser feito porque a obra não resolveria o problema. Isso por causa das características geológicas do leito do rio, e também porque seriam necessárias outras ações como um trabalho de levantamento do risco de inundações na área.
Matéria exibida no NE TV 1ª edição, da Rede Globo, na sexta (04).


Fonte: pe360graus.com