• Ceclin
nov 16, 2009 7 Comentários


Família, Educação e Violência

É certo, que as famílias de hoje, pouco valorizam as características de alguns anos passados, pai e mãe (casados) e os filhos. Viviam sob o mesmo teto sob a dependência do homem que trabalhava para prover o sustento da família enquanto a mãe cuidava dos afazeres domésticos e principalmente da educação moral e religiosa dos filhos numa dedicação em regime integral.

O consumismo, a necessidade de competir e alcançar o mercado de trabalho fez com que as mulheres se lançassem no mercado de trabalho, se capacitando para outras funções com probabilidade de auferir rendimentos e pagar uma empregada doméstica, gente pobre, sem uma educação aprimorada cheia de problemas e necessidades, mas, que passaram a criar os filhos dessas famílias. Limitou-se assim o número de filhos por casal.
Os dissídios trabalhistas e acordos entre categorias de classes trabalhadoras exigiram creches para acolher crianças. Mais uma vez as criancinhas encaminhadas para lá, são criadas por mães/funcionárias, diferente de mães naturais. É bom não esquecer que tanto as domésticas babás e as mães funcionárias das creches, também têm seus filhos, cuidados por quem? Só Deus sabe; avós, vizinhas, amigas ?
A evolução, globalização ou a modernização nos trouxe uma mudança no perfil das famílias que hoje podem ser homem/homem e filhos, mulher/mulher e filhos adotivos que antes não teriam clima de enfrentarem o convívio social.
Essas alterações obrigaram a sociedade a uma adaptação para acolher nas escolas, no convívio, nas comunidades religiosas e no trabalho, trânsito livre de jovens e adolescentes que pelas características externas colocam em dúvida a identificação pela opção sexual.

Na sala de aula, professores esforçam-se em defender o direito que cada um tem de fazer a sua orientação sexual e alguns apóiam a situação homo afetiva direcionando horas/aula ao tema com muita empolgação. Essa é uma das características que a educação também sofreu alterações para se adaptar a uma nova realidade que o momento comporta e até exige.
Antes, as crianças eram levadas até a porta da escola por casais identificados com a comunidade, amigo de professores e funcionários, oportunidade de amplo convívio e boa convivência, hoje, duplas levam seus pequenos até as escolas e não poucas vezes sentem-se expostos a curiosidade e olhares admirados de muitos.
Os indicadores da violência têm aumentado de forma assustadora, antes as prisões recebiam homens embriagados que desferiam golpes de faca peixeira em desafetos nos cabarés, baixo meretrício ou forrós da periferia. Não escapavam das grades alguns ladrões de galinha ou vigaristas que aplicavam pequenos golpes nas feiras livres ou festas de rua. Que saudade pode-se sentir dos que roubavam relógios e trancelíns (cordões de ouro) que se pendurava no pescoço.
Não se conheciam, crimes da turma do colarinho branco, assalto a banco (raríssimo) a casas lotéricas, saídas de banco, invasão a condomínios fechados, assalto a carro forte com tiro de metralhadora anti-aérea, fuzil AK47, escopeta automática e até granadas.
Das drogas, as mais populares maconha e marijuana, as mais sofisticadas LSD e ópio, cocaína, êxtase e crack são bem recentes.
As Lambretas davam um toque romântico aos casais. Hoje grande numero de assalto usam motos. Motel, existia um em cada capital, hoje um em cada esquina. A prostituição era restrita a uma área da cidade e as pessoas evitavam passar pela “zona” porque ficavam visados diante de todos.
Ora, se a família e a educação não mudaram para melhor, o que esperar da violência?
Se os pais naturais já não criam seus filhos e logo cedo repassam sua educação a terceiros que não tem o mesmo amor e compromisso, o que esperar deles?
Crianças convivendo com estranhos, com falta (ou excesso) de autoridade, antenados desde a mais tenra idade na TV e sua violência, até nos desenhos e filmes infantis, seus ídolos compostos de monstros e cenas irreais, o que se pode esperar disso?
Vivendo em casebres ou barracos de madeira, as vezes de papelão e lona plástica, junto a pais que bebem cerveja e pinga com grande freqüência, sem nenhuma privacidade inclusive na hora de transar, praticando atos sexuais na frente de crianças e adolescentes, como cobrar ordem e respeito as pessoas? Habitando em nossa região com longa extensão litorânea em praias badaladas e repletas de turistas de todas as partes do mundo, como não se exibir, se empolgar, desnudar-se e atrair atenções? Deixar-se fotografar, apelar de todas a s formas, enfim CAIR NA GANDÁIA!
Os ricos podem, os pobres querem, todos têm a mesma carga hormonal para curtir as festas as baladas, as noitadas. O que difere é a forma que utilizam para conseguir seus intentos. De uma parte, quem pode, pode. De outra parte o jeito é “botar parada”, tomar na “tora” o que precisam e o que querem para curtir, ai vai dinheiro, carro, celular, tênis de marca etc.
Fala-se que a saída para o País será através da EDUCAÇÃO, ela resolverá tudo, a próxima campanha já está montada e esse será o tema central. Será?
Mantendo-se esse cenário a educação resolveria absolutamente TUDO? Mesmo que crianças e jovens passarem o tempo inteiro nas escolas aprendendo, quando voltarem à noite para suas moradas o que irão encontrar por lá, mais educação?
Por outro, lado se as pessoas tiverem um TRABALHO com salário digno e honesto, irão em busca de outras conquistas, moradia digna, educação e urbanidade, compromisso e responsabilidade com o emprego, com sua casa, sua rua, sua comunidade, sua cidade, sua Pátria, até consciência ecológica eles desenvolverão.
A saída não estará em um passe de mágica ou em um programa isoladamente, teremos todos que colaborar com uma generosa parcela de disponibilidade fazendo sua parte, colocando suas ideias ou melhorando as ideias que surgem, avançando e corrigindo os erros, dando forças a todos os que lutam por dias melhores. É bom lembrar, “o Paraiso é aqui”. Colabore.

por Valdemiro Cruz,
Estudante Universitário.