Ceclin
out 27, 2008 1 Comentário


Falta de gás é um dos empecilhos

Publicado em 26.10.2008

Na área de infra-estrutura, uma dos principais gargalos para o governo do Estado é levar o gás natural para o interior e oferecer preço competitivo para o insumo. O gasoduto Recife-Caruaru está com atraso de mais de um ano e também não deve vingar o projeto de reduzir a alíquota de ICMS do gás dos atuais 17% para 7%.

Os problemas fizeram com que a indústria paulista de cerâmica Gyotoku desse uma parada nos seus planos de investir em uma fábrica no município da Vitória de Santo Antão. A empresa aguarda um posicionamento do governo sobre a redução de ICMS e a chegada do gasoduto à cidade, que está prevista para dezembro.
O presidente da Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás), Aldo Guedes, explica que como o gás comercializado pela Petrobras já chega no Estado com 12% de ICMS, não será possível reduzir a alíquota para 7%. A nova discussão com a Secretaria da Fazenda é para ficar em 12%.
Um dos planos da distribuidora para se alinhar ao projeto de interiorização do governo é fazer um levantamento da demanda por gás natural fora da Região Metropolitana do Recife. “Um estudo realizado entre os anos de 2000 e 2001 apontou para uma necessidade de 500 mil metros cúbico por dia. Com a chegada de novas empresas ao interior esse volume deve ser bem maior”, acredita Aldo.
A Copergás vai contratar uma consultoria para fazer esse estudo.
Depois da conclusão do gasoduto Recife-Caruaru (prevista para abril de 2009), a Copergás vai reavaliar o plano de expansão da malha. Antes, a idéia era levar a rede até o Sertão do Araripe, no pólo gesseiro, mas a idéia será repensada. “É preciso estudar a viabilidade ao longo do trecho, para não deixar o ramal subutilizado. Talvez o mais interessante seja puxar o gás para a Zona da Mata, que é para onde as indústrias estão indo”, sugere.
O projeto de levar o gás para o Araripe e minimizar o problema da queima de lenha no pólo gesseiro poderá ser resolvido por meio de uma parceria com a White Martins. A idéia é que a empresa leve de carreta o gás natural liquefeito para a região e faça um processo de regaseificação no local. Na próxima semana, a empresa vai apresentar à diretoria da Copergás projeto semelhante que é desenvolvido em Paulínia (SP), levando o gás para Brasília, a uma distância de 800 quilômetros.
EDUCAÇÃO
Qualificar a mão-de-obra do interior do Estado para atender aos novos empreendimentos é outra preocupação. A promessa do governo do Estado é inaugurar no próximo ano três Centros Tecnológicos de Educação nos municípios de Caruaru, Serra Talhada e Araripina, com investimento estimado em R$ 5 milhões. “O Estado também tem contrapartidas na implantação dos Cefets de Caruaru, Ouricuri, Garanhuns, Afogados da Ingazeira e Salgueiro, oferecendo a parte de infra-estrutura”, diz a coordenadora de Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Raquel de Queiroz.
(Jornal do Commercio).