Ceclin
abr 05, 2017 0 Comentário


Estudo aponta avanço lento e 131 mil alunos fora da escola em Pernambuco

sala-de-aula-vazia

Dados do Movimento Todos pela Educação mostram que a universalização do ensino ainda é uma realidade distante. No Brasil, quase 2,5 milhões de pessoas de 4 a 17 anos não estão estudando.

No Brasil, o universo de crianças e jovens longe da escola chega a 2,5 milhões de pessoas. O levantamento foi feito pelo Movimento Todos pela Educação, a partir do monitoramento de metas estabelecidas pela instituição para melhorar a qualidade da educação básica no País. Com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a organização não governamental traçou um comparativo de indicadores educacionais, entre os anos de 2005 e 2015. Os números mostram que a situação mais crítica de jovens fora da sala de aula é na faixa etária de 15 a 17 anos. No País, esse universo chega a quase um milhão de pessoas. Em Pernambuco, ainda representa 91 mil jovens sem estudar.

A presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que o levantamento revela uma situação grave de exclusão escolar. “Infelizmente, o Brasil perdeu o vigor da expansão das matrículas. Não estamos conseguindo ampliar o universo de estudantes e colocar na escola a criança e o jovem mais pobre e com alguma deficiência, justamente o perfil que mais precisa de educação”, avalia. Priscila defende que a sociedade precisa se indignar com essa realidade. “A meta constitucional para 2016 era de 100% dessa população (de 4 a 17 anos) na escola. Não só não vamos conseguir alcançá-la, como também não estamos fazendo os esforços suficientes para mudar esse cenário”, avalia.

 

imgs_0

TAXA DE APROVAÇÃO

O levantamento traz uma boa notícia para a educação em Pernambuco. Dentro da meta de garantir a conclusão do ensino médio para todos os jovens com até 19 anos, o Estado apresentou a maior taxa do País de aprovação do ensino médio. Pernambuco atingiu o índice de 88,8%, seguido por São Paulo (87,5%) e Goiás (85,7%).

Na avaliação da presidente-executiva do Todos Pela Educação, o resultado tem relação direta com a adoção das escolas de ensino integral. “O modelo tem se mostrado positivo tanto em relação ao aumento do tempo de estudo como da qualificação dessa educação”, observa Priscila Cruz.

Jornal do Commercio