Ceclin
dez 26, 2022 0 Comentário


Estudantes de Vitória autores de App de alfabetização fazem vaquinha para conferência nos EUA

A criação de um aplicativo para amenizar o analfabetismo, que usa gamificação para ajudar no processo de aprendizado, deu a cinco estudantes da Escola Técnica Estadual José Joaquim da Silva Filho, de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, a chance de ir aos Estados Unidos para representar o Estado na Brazil Conference, feira realizada em Boston, em Massachusetts, para discutir temas relacionados à política, economia, cultura e sociedade.

Para chegar à feira americana, os estudantes, que cursam o técnico em Desenvolvimento de Sistemas e integram a equipe Tabocatec, venceram o Desafio TACK, realizado pela ID Cultural em parceria com a JA Rio de Janeiro. O projeto faz a promoção de aprendizagem e estímulo à criatividade e ao empreendedorismo jovem.

Com a vitória, os jovens ganharam a viagem com os custos de passagens, hospedagens e alimentação pagos. Eles ainda irão conhecer as dependências da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) durante a estadia. Para bancar despesas extras, como o pagamento dos vistos para entrar nos Estados Unidos, as vestimentas de frio e outros, o grupo lançou uma vaquinha.

Doações em dinheiro podem ser enviadas para a chave Pix 81981480039, tipo celular e em nome da professora Inês Girlene Santos Monteiro, uma das mentoras dos jovens.

Eles tentam arrecadar cerca de R$ 1,5 mil para cada estudante, o que daria cerca de R$ 7,5 mil. Aproximadamente metade do objetivo já foi alcançado. O evento nos EUA será em abril de 2023.

Os cinco estudantes do Tabocatec, que vão cursar o 3º ano do Ensino Médio de 2023, têm entre 16 e 18 anos. Três do estudantes da equipe não moram em Vitória: Kevin José, de 17, é de Jussaral, Distrito do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR); Anne Esther, de 16, reside em Glória do Goitá, na Mata Norte; e Matheus Enrico, de 16, mora em Moreno, também na RMR. Já Arthur Vinícius, de 18 anos, e Douglas Willamys, de 16, são moradores da cidade onde fica a escola. Eles irão aos Estados Unidos acompanhados pelo professor Reginaldo Xavier, que também participa do projeto.

App tem gamificação
O aplicativo usa gamificação, termo adaptado do inglês “gamification”, para representar o uso de técnicas comuns aos games em situações fora dos games, como sistemas de pontuação, fases, missões, conquistas e recompensas.

Na prática, é quando uma característica comum a jogos é adaptada para outro tipo de contexto. O objetivo – que, no caso específico do app do Tabocatec, é alfabetizar – é tornar tal tarefa mais motivadora ou mais prazerosa. “Tem os módulos e a gente utiliza gamificação, são atividades mais lúdicas. O aplicativo tem audiodescrição, que é para o analfabeto poder aprender conforme for usando”, explica Anne Esther. “A gente tem parceria com uma editora também para disponibilizar livros. Conforme o analfabeto for aprendendo a ler, pode estudar pelos livros”, completa a estudante.

A partir de janeiro, os estudantes irão aprimorar o protótipo do aplicativo para apresentar aos investidores na conferência. Durante as apresentações no desafio, eles mostraram a ideia e, em uma fase mais avançada, o protótipo com imagens.

O aplicativo precisará ser rebatizado, uma vez que o nome inicial escolhido pela equipe já tem registro de marca.