Ceclin
jun 01, 2011 3 Comentários


Estamos seguros trafegando na BR 232?

por Helder Sóstenes


Não há quem discuta que a duplicação da BR 232 foi realmente algo muito importante para o incremento da economia, turismo e, sobretudo para a segurança dos que trafegam na rodovia. O fato é que nos últimos anos a BR vem sendo abandonada pelo poder público, que alega que não foi devidamente construída pelo Governo anterior. Segundo o Governo do Estado, a obra foi feita para durar 30 anos, e já nos primeiros anos apresenta problemas básicos de drenagem.


A BR 232 tem início na capital pernambucana rumo ao interior até o município de Parnamirim. De 1999 a 2004, a rodovia teve 120 km duplicados, de Recife à Caruaru com custo estimado de 500 milhões provindos em sua maioria da privatização da CELPE.
O que acontece é que a BR foi talvez a maior obra do Governo Jarbas, servindo várias vezes de propaganda política em seus guias eleitorais. O primeiro fato é que realmente a BR foi muito mal construída, o segundo é que a falta de manutenção cheira a rixa política, com direito a páginas de esclarecimento em jornais de grande circulação, tentando amenizar a situação.


Enquanto esta quebra de braço se perpetua, a situação preocupa motoristas que trafegam no local, pois em vários trechos há desníveis de asfalto e vários buracos que vem ocasionando inclusive acidentes fatais. Só no mês de maio, por exemplo, foram 3 acidentes no mesmo trecho próximo ao Engenho Bento Velho, no município da Vitória de Santo Antão. E parece, que é justamente o trecho de Vitória que é o que trás mais insegurança com diversos buracos, desníveis e acessos sem a devida sinalização.


Observa-se que no acesso principal da cidade tem vários desníveis nas placas de concretos que foram remendados com asfalto o que piora a situação no período de chuvas. Uma saída seria a privatização da BR, haja vista que as 10 melhores rodovias do País são justamente as privatizadas.

Contudo, a privatização é descartada pela Secretaria de Infraestrutura, que após denúncias de vários veículos de comunicação, providenciou o serviço de capinação e remoção de barreiras que deslizaram com a grande última chuva.

A pergunta é: só isto será suficiente para garantir a segurança dos que trafegam na BR 232?



por Helder Sóstenes,
Colunista do Blog.



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