• Ceclin
abr 16, 2009 0 Comentário


Estado prepara lista das cidades com prioridade

Publicado em 16.04.2009

Além do Grande Recife e de sete municípios do interior com mais de 100 mil habitantes, cidades com grande demanda já foram selecionadas, como Salgueiro, Goiana e Santa Cruz do Capibaribe


Com a decisão da União de incluir todos os municípios no pacote da habitação independente da população (no início somente os que tivessem mais de 100 mil habitantes poderiam participar), o governo de Pernambuco está fazendo uma lista das cidades que serão beneficiadas prioritariamente. Além dos 14 municípios que fazem parte da Região Metropolitana do Recife (RMR) e dos sete do interior com mais de 100 mil habitantes, cidades que não estão incluídas em nenhuma das duas características, mas que devem receber uma grande demanda habitacional foram selecionadas.
Entre as novas opções estão Goiana, Bom Conselho e Salgueiro. As três vão receber obras importantes como o polo farmacêutico, a fábrica da Perdigão e a Transnordestina, respectivamente. Outras prioridades são Araripina e Santa Cruz do Capibaribe. A primeira por causa do polo gesseiro e a segunda em virtude da indústria de confecções.

Alguns dos outros municípios do interior que já estavam incluídos no pacote por terem mais de 100 mil habitantes são Garanhuns, Caruaru e Petrolina.
O secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, acredita que boa parte das residências previstas pelo pacote para Pernambuco devem estar construídas até o final de 2011. Já o presidente Lula prefere não falar em prazos. Em Pernambuco, o valor do imóvel pode chegar, no máximo, a R$ 100 mil.
O pacote vai beneficiar as famílias com renda de até 10 salários mínimos mensais. Das 44 mil unidades inicialmente previstas pela União para Pernambuco, 40% devem ser destinadas às famílias com renda de até três mínimos.

JUROS

O programa de habitação terá juros menores do que os que eram praticados pela Caixa Econômica Federal. No caso dos mutuários com renda entre três e cinco mínimos, os juros anuais caíram de 6% para 5% (mais a Taxa Referencial). Aqueles que ganham entre cinco e seis mínimos vão pagar juros de 6% ao ano (mais TR) em vez dos 7,16% anteriores.

Quem ganha mais do que isso paga uma taxa anual de 8,16% (mais TR). O pagamento do financiamento vai ser feito com o Sistema de Amortização Constante (SAC). O prazo de pagamento é de até 30 anos e 100% do valor do imóvel pode ser financiado.
As famílias que ganham até três mínimos pagarão uma prestação mensal mínima de R$ 50 pela casa própria. Esse valor pode chegar até, no máximo, 10% da renda. O restante da parcela será subsidiado pelo governo federal.
(Jornal do Commercio).

Veja a lista das cidades incluídas no programa Minha Casa, Minha Vida

Minha Casa, Minha Vida