• Ceclin
abr 07, 2013 3 Comentários


Estado de Emergência em Vitória será defendido por conta do grave racionamento d’água

Presidente da Câmara fez no Programa A Voz da Vitória balanço da Audiência Pública sobre o racionamento d'água de Vitória.

A primeira Audiência Pública promovida pelo Poder Legislativo da Vitória de Santo Antão, foi motivo da entrevista com o Presidente da Casa, Prof. Edmo Neves (PMN), o qual esclareceu quanto às questões que foram provocadas pela sociedade civil no tocante ao racionamento e a distribuição d’água da Compesa em Vitória de Santo Antão.

O presidente participou na manhã da última sexta-feira (05), do Programa  A Voz da Vitória, apresentado pelo comunicador e blogueiro Lissandro Nascimento, pela Tabocas FM (98,5), com a participação do Colunista Elias Martins. Neves afirmou que o maior resultado foi ver pela primeira vez na história da Câmara os 11 vereadores juntos com a população e com os órgãos públicos, todos envolvidos na questão da água. “Isso é inédito e representa a postura da nova Câmara Municipal de Vitória. Nós vivenciamos nesta audiência pública a oportunidade para o povo expor sua voz, declarando sua opinião. Tivemos a oportunidade de receber diversos representantes de várias comunidades e de órgãos governamentais. A população pôde falar dos descasos existentes sobretudo nas comunidades mais carentes”, analisou.

A Câmara aguarda para que o Governo do Estado deva compreender o problema de forma que possa minimizar o racionamento com a devida rapidez. O parlamentar defendeu para que o Município declare Estado de Emergência a fim de que os recursos cheguem de forma mais rápida para que seja sanada essa dificuldade e também possa tocar as intervenções imediatas.

“Na Audiência surgiram diversas questões, a exemplo das doenças causadas pela falta d’água, a dificuldade enfrentada pelos agricultores, pelas escolas, pelas famílias de uma forma geral, que estão tendo que pagar por este bem duas vezes: pagar à COMPESA e aos carros-pipas. Muitas vezes, inclusive, adquirindo uma água de baixa qualidade e sem nenhum tipo de higiene”, destacou na entrevista. Ele lembrou que as entidades da sociedade civil falaram quanto ao desrespeito que é passar 20, 30 e, às vezes, mais de 40 dias sem água, enquanto os bairros mais ricos e as indústrias têm água distribuída regularmente. Lamentou a ausência do Ministério Público (MPPE), do Poder Judiciário e do Deputado Aglailson Júnior (PSB), que, apesar de convidados, não compareceram.

Edmo Neves avaliou como positiva a aproximação da sociedade com o Legislativo vitoriense externado neste encontro da última quinta-feira (04). “O grande resultado dessa audiência, é que estamos municiados através dos depoimentos e reivindicações, da vontade das pessoas. Se depender do Poder Legislativo com certeza os problemas serão solucionados. A sociedade não deve mais baixar a cabeça em situações como essa”, sentenciou.

Na entrevista, Neves informou que será iniciado na Câmara de Vereadores uma força-tarefa, com Advogados e parlamentares, para levar as recomendações deste encontro junto aos órgãos governamentais envolvidos com o tema. A despeito da Compesa, Edmo disse que a raiz do problema encontra-se na questão da distribuição da água potável, onde se constata que alguns bairros são privilegiados com a água com boa alternância, porém se supõe que isso ocorra devido a uma questão de posição geográfica ou de manobras operacionais com atuações antigas.

“No futuro, queremos ouvir que quem buscou a solução para o problema da água de Vitória, foi o Povo de Vitória, que há anos reclama, se queixa e sofre, mas que a Câmara e seus 11 Vereadores também deram sua contribuição”, finalizou.

 Confira como foi a Audiência Pública AQUI.