Ceclin
set 15, 2016 0 Comentário


Entenda por que todas as chapas para Prefeitura foram impugnadas em Chã de Alegria

Eleições-2016

Cidade da Zona da Mata tem apenas duas chapas em disputa. Caso sejam condenados, há possibilidade de haver uma nova eleição

O município de Chã de Alegria, na Zona da Mata pernambucana, tem pouco mais de 14 mil moradores, de acordo com o Censo de 2010. Fundado em 1963, o município vivencia um inusitado período pré-eleitoral. As duas chapas que disputam a prefeitura estão na mira da Justiça e tiveram registros impugnados. Por isso, se vencerem o pleito de outubro deste ano, correm o risco de não tomar o poder municipal. Assim, os 10.900 eleitores da cidade podem ir às urnas no dia dois para votar em postulantes considerados fichas-sujas. Segundo informações do 21º Cartório Eleitoral, sediado em Glória de Goitá, na mesma região, o ex-prefeito de Chã de Alegria Cláudio Honório (PSD) esbarrou na Lei da Ficha Limpa. Teve as contas públicas rejeitadas, em 2006, pela Câmara de Vereadores.

A chapa comandada por ele preferiu não efetuar a substituição da candidatura titular e decidiu recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). De acordo com o 21º Cartório Eleitoral, o caso será avaliado até a quinta-feira (15) pela juíza Ana Carolina Avelar Diniz. A magistrada informou, por telefone, que não poderia dar entrevistas, assim como todos os funcionários do Cartório estão proibidos de falar oficialmente com a imprensa. Do lado do adversário, o problema é com o candidato a vice-prefeito, o vereador Albino Andrade (PRB), que atuou no poder público municipal como secretário municipal. Ele também teve as contas rejeitadas e teve a candidatura impugnada. Diante da decisão judicial, o comandante da coligação, Tarcísio Renovação (PSB), solicitou a troca do candidato a vice.

A mudança foi feita no prazo limite, 12 de setembro. O caso será avaliado até domingo (18), de acordo com o cartório eleitoral. O G1 tentou entrar em contato com os diretórios municipais do PRB e PSD, mas as ligações não foram atendidas. Caso o tribunal mantenha a impugnação das candidaturas, as duas chapas podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Até sair a decisão final, eles concorrem ‘sub judice’ e as eleições são realizadas normalmente. Se o TSE mantiver as impugnações, deve ser marcado um novo pleito. “Depende do que o TRE e o TSE vão decidir. Se a chapa for impugnada mesmo depois de eleita, há uma possibilidade de ter uma nova eleição”, explica a secretária jurídica do TRE Cibele Figueiredo.

G1/PE