• Ceclin
jul 06, 2010 9 Comentários


Ensino abaixo da média do País. Escola de Vitória na lista

Publicado em 06.07.2010

Do JC online

Somente 7,5% das escolas pernambucanas avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC), tiraram nota igual ou superior à media brasileira, 4,6, nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).

Quando se observam os anos finais (6º ao 9º ano), o percentual é bem parecido. Ficaram com nota igual ou acima de 4, a média do Brasil, 7,4% dos colégios de Pernambuco. A boa notícia é que, nesse nível de ensino, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve a nota mais alta do País, 8.

No Estado, foram avaliadas 2.056 escolas que oferecem anos iniciais do fundamental e 1.396 nas séries finais. Criado em 2005, o Ideb avalia a qualidade dos colégios e das redes de ensino. Utiliza escala de zero a 10 e é medido a cada dois anos.

Para compô-lo, junta-se a taxa de aprovação e médias em testes de português e de matemática. O objetivo é que o Brasil chegue à nota 6 em 2021, ano do bicentenário da Independência. Essa média corresponde à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

Dezessete escolas pernambucanas tiraram menos de 2 nas séries iniciais do ensino fundamental. A pior foi a Escola Estadual Joaquim Ribeiro da Rocha, localizada em São Caetano, Agreste, com 1,3. No Grande Recife, o último lugar ficou com a Escola Municipal de Base Rural Margarida Alves, que fica no Sítio Ouro Preto, zona rural de Olinda.

SÉRIES FINAIS

- Do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, o destaque positivo, com exceção das escolas de aplicação, é o Centro de Excelência Municipal Dom João José da Mota e Albuquerque, em Afogados da Ingazeira, no Sertão, com Ideb 5,6.
O pior desempenho foi do Colégio Comercial Prefeito José Joaquim da Silva, da rede municipal de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, com 1,1.
Para o secretário de Educação de Pernambuco, Nilton Mota, o resultado da rede estadual no Ideb já era esperado pois é parecido com o Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe). “Nosso indicador já sinalizava que teríamos melhoras nos três níveis avaliados”.