Ceclin
ago 20, 2011 0 Comentário


Enem mudou prática pedagógica

Margarida Azevedo

do Jornal do Commercio

Enviada especial

SÃO PAULO – Desde que deixou de ser apenas uma avaliação e se tornou uma das portas de acesso à educação pública superior, em 2009, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado pelo Ministério da Educação (MEC), provocou mudanças na prática pedagógica de escolas e docentes. O ensino interdisciplinar dos conteúdos, mais flexível, passou a ser obrigatório para quem quer se adequar ao exame. Agora, uma das percepções é a importância de as faculdades de formação de professores também reverem suas metodologias de ensino e adotarem um currículo mais articulado com as necessidades dos jovens que estão cursando o ensino médio.

Esse e outros temas foram abordados anteontem durante um debate realizado no Instituto Cervantes pela Editora Moderna e o Canal Futura, cujo foco foi o impacto do Enem no sistema educacional brasileiro. Participaram a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, e os professores César Callegari, do Conselho Nacional de Educação, e Carlos Artexes, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ). O evento serviu também para lançamento de uma série de programas sobre o Enem que o Canal Futura vai exibir a partir do final do mês até a realização das provas, marcadas para 22 e 23 de outubro.

“O exame deve possibilitar a articulação entre o ensino médio e as universidades”, destacou Carlos Artexes. “Avaliações como o Enem fornecem diagnósticos que são ferramentas importantes e que deveriam nortear políticas públicas. A deficiência na formação inicial dos professores é um dos desafios que tem que ser resolvido com urgência no Brasil e passa pela universidade”, complementou César. “O Enem possibilita uma nova forma de construir conhecimeto”, disse Malvina.

Diretor pedagógico do Colégio Motivo, localizado em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, Eduardo Belo concordou com a opinião dos debatedores. “O aluno tem que ler mais, interpretar mais. Isso provocou mudança no professor, que também teve que repensar suas práticas. O mesmo deveria acontecer na universidade”, observou Eduardo, que assistiu ao debate em São Paulo.

A repórter viajou a convite da Editora Moderna