Ceclin
jul 01, 2010 4 Comentários


Enchente prejudica economia de Vitória de Santo Antão e Primavera

Em Primavera, os comerciantes perderam mercadorias e equipamentos; no município de Vitória, a produção de hortaliças ficou comprometida

Da Redação do pe360graus.com

As enchentes em Pernambuco trouxeram muitos prejuízos para a economia de municípios da Mata Sul. Em Primavera, comerciantes perderam mercadorias e equipamentos. Em Vitória de Santo Antão, a produção de hortaliças ficou comprometida.

Na cidade de Vitória, quem vive da lavoura, como os pequenos agricultores dos distritos de Natuba e Figueira, sofreu com a enchente. Grande parte das plantações foi dizimada pela enxurrada e as cercas ainda estão cheias de mato trazido pela água do rio Natuba.

Vitória de Santo Antão é um dos principais produtores de hortaliças de Pernambuco. Toda semana saíam daqui entre 250 e 300 caminhões para abastecer quatro Estados. Toda essa produção foi comprometida pela enchente.

O agricultor João Nunes quis mostrar como ficou a lavoura dele. O jiló que ele plantava não pode mais ser comercializado. Como tantos outros por aqui, ele ainda não conseguiu voltar a plantar.

“Não dá mais pra plantar. Só daqui a um mês ou mais, quando fizer um ‘bocado’ de dia de sol”, disse.

Em Primavera, cidade atingida pela enchente do rio Ipojuca, a parte baixa da cidade foi inundada. O único posto de combustível do município ficou parado.

Nesta quinta-feira (1º), um funcionário do posto mostrou até onde a água chegou nas bombas de combustível. Só depois de três dias, o posto voltou a funcionar. No mercadinho, os donos conseguiram salvar quase toda a mercadoria quando a água começou a subir. Mesmo assim, houve prejuízo.

Na pequena barbearia, o cabeleireiro perdeu o móvel, equipamentos e produtos e teve de trocar o forro das cadeiras. “a água chegou a quase um metro de altura, estragou meu móvel e minhas cadeiras. Perdi máquina, secador, muito material de cabelo”, informou o cabeleireiro Antônio dos Santos.

Nem o armazém de construção escapou. O proprietário, Américo Santana, acredita que vai levar de seis meses a um ano para se recuperar: “o prejuízo foi grande. Quase 200 sacos de cimento, telha, tinta em pó e outras coisas como lona, rolos de porta”, declarou.

Uma ponte que liga Primavera a Escada, está sem uso porque a enxurrada levou parte da estrada de barro. Em uma área ribeirinha, 1,5 mil pessoas tiveram que deixar as casas.