Ceclin
jan 10, 2015 0 Comentário


Em Vitória, ato pelos 60 anos da 1ª Liga Camponesa acontece neste domingo

MEMÓRIA Entidades dos trabalhadores rurais e direitos humanos relembrarão a fundação da Liga no Engenho Galileia, área rural da Vitória de Santo Antão

Julião com Josué de Castro durante desapropriação do Engenho Galiléia (1959). Foto: Arquivo DP/D.APress

Julião com Josué de Castro durante desapropriação do Engenho Galiléia (1959). Foto: Arquivo DP/D.APress

Entidades representativas dos trabalhadores de campo, sindicatos e estudantes se reúnem neste domingo (11/01), a partir das 8h30, no Engenho Galileia, em Vitória de Santo Antão, para comemorar e lembrar os 60 anos de fundação da Primeira Liga Camponesa no Brasil. O ato político também marca o início do ciclo de comemorações do centenário de nascimento de Francisco Julião, Anacleto Julião é quem está à frente da organização do evento, que espera reunir cerca de 300 pessoas. “Estamos conscientes de que, exaltando as lutas e conquistas dos trabalhadores do campo na Galileia, estaremos reforçando os compromissos de luta pela Reforma Agrária no Brasil, processo ainda inacabado de transformações econômicas, políticas e sociais nas zonas rurais brasileiras’’, declarou Anacleto. Foi na década de 1950, nas terras do Engenho Galileia que houve a primeira expropriação de terras para fins de reforma agrária na história do Brasil.

Quem abrirá o evento será o coral de crianças da escola Zezé da Galileia, regido pelo maestro Geraldo Minucci.

De acordo com Anacleto, confirmaram presença movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (FETAPE), Comissão Memória, Verde e Justiça de Pernambuco e representantes da pasta de Direitos Humanos do governo federal e do governo estadual.

Além de Francisco Julião, o mais destacado dos líderes das ligas Camponesas, o evento ainda renderá homenagem a uma figura importante para a criação desse movimento de trabalhadores rurais: José Ayres dos Prazeres. Seu nome batizará a biblioteca que será aberta ao público com documentos e livros sobre o período e os trabalhadores que fizeram a Liga Camponesa do Engenho Galileia. Aos 58 anos, a filha de José Ayres dos Prazeres, Josinalda Alves, que luta para trazer à tona a história de luta de seu pai, estará presente para participar da homenagem.