Ceclin
Maio 31, 2013 0 Comentário


Em Moreno, Dilsinho ainda aponta herança

Folha PE

Passados cinco meses de gestão à frente da Prefeitura de Moreno, ontem, o prefeito Adilson Gomes Filho, o Dilsinho (PSB), denunciou que encontrou a administração pública “numa situação terrível e em várias áreas”. Apesar disso, o socialista afirma não ter desanimado. “A gente teve que começar do zero. Não existia ação, não existia nada. Nem memória a prefeitura tinha. Tivemos que correr olhando para trás o tempo todo e tendo que cuidar do dia projetando o futuro. Então, não é fácil, mas animada a equipe está”, afirmou o socialista.

Como exemplo mais gritante do suposto caos encontrado, o socialista destacou uma dívida que teria sido contraída pela gestão do antecessor Edvard Bernardo (PMDB), no va­lor de aproximadamente R$ 7 milhões, em salários atrasados de servidores. “A saúde financeira do mu­nicípio é um problema grave. No dia 2 de janeiro, puxamos o saldo das contas (da administração) e quase todas estavam zeradas. Ao mesmo tempo, você tem na frente da prefeitura os servidores, protestando pelo salário de dezembro, décimo terceiro, e uma parte reclamando também do salário de novembro. Você olha para o seu saldo bancário e não tem um lastro financeiro. Então, isso foi uma coisa que desestruturou bastante o nosso início. Ele (Edvard) deixou R$ 7 milhões de salários (a pagar) e o município não arrecada nem R$ 6 milhões”, lamentou.

Dilsinho acrescentou que existem problemas com unidades de saúde e escolas que estão com obras inacabadas. O socialista destacou também que um outro rombo aos cofres públicos ocorreria devido a dívidas contraídas junto aos bancos. “Os consignados que tinham com os bancos do Brasil, Bradesco e Santander, eles foram recolhidos dos servidores e não foram repassados para os bancos”, relatou Dilsinho. Esse problema, segundo o socialista, vem sendo investigado pela polícia, por se tratar de apropriação indébita. Apesar de todos problemas, o gestor garantiu que aos poucos vem ajustando as contas do município.