Ceclin
abr 07, 2015 0 Comentário


Em meio à seca, comerciantes de Limoeiro “ganham a vida” com o abastecimento alternativo

A Barragem de Palmeirina opera com apenas 3,8% do volume que é capaz de armazenar. Foto: Portal Limoeiro

A Barragem de Palmeirina opera com apenas 3,8% do volume que é capaz de armazenar. Foto: Portal Limoeiro

Rádio Jornal

Limoeiro, localizado no Agreste Pernambucano, é uma das 126 cidades que enfrentam problemas por conta da seca. Com pouco mais de 55 mil habitantes, o município registra chuvas abaixo da média desde 2012. Nos três primeiros meses deste ano choveu 118,5 milímetros, quando a média histórica para esse período ultrapassa os 300.

A cidade é abastecida por duas barragens, Palmeirina e Carpina, mas o nível dos dois reservatórios está muito baixo.  De acordo com a APAC, a barragem de carpina fica localizada em lagoa do carro e tem capacidade para armazenar 270 milhões de m³, mas atualmente só conta com 16,3% desse volume. Já o reservatório de Palmeirina, que fica em Bom Jardim, tem capacidade para acumular 6 milhões de m³, mas possui apenas 3,8% desse volume, o que coloca a barragem em situação de colapso.

O racionamento em Limoeiro já se arrasta há mais de um ano. Mesmo quem vive na área urbana da cidade tem que economizar. Rafael Rocha mora no bairro Nossa Senhora de Fátima e chega a ficar mais de 30 sem água. Ele explica que os vizinhos ajudam, mas às vezes é preciso comprar água. Já Vanderley Azevedo não sabe o que é ter água na torneira. Ele mora no loteamento Lagoa Azul e recebe água uma vez por semana da Prefeitura por meio de carro-pipa. Seu Vanderley também tem que comprar água para não passar necessidade.

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