Ceclin
out 08, 2012 0 Comentário


Em Ipojuca, vereadores acusados de crimes são reprovados nas urnas

Diário de Pernambuco

As urnas foram impiedosas com cinco dos seis vereadores de Ipojuca que, apesar das acusações de peculato e formação de quadrilha, tentavam a reeleição. Deles, apenas Júnior Alves (PSL) conseguiu o “aval” da população para permanecer no cargo. Ficaram pelo caminho Odimeres da Silva (Nem Batatinha, PDT), Paulo Lins (PDT), Fernando de Oliveira (PSL), Valter Pimentel (PMDB) e Carlos Guedes Monteiro (PMDB). Todos chegaram a ser afastados pela Justiça em maio deste ano, mas conseguiram retomar o mandato.

Os vereadores são acusados de apropriação dos cartões de salários dos servidores do Legislativo. De acordo com a denúncia formulada pelo então promotor da cidade, Roberto Bradley, eles ficavam com 80% do que era recebido pelos auxiliares. O caso veio à tona em 2007, quando o vereador Júnior Alves foi preso em Fortaleza (CE) sacando dinheiro em um caixa eletrônico com 35 cartões pertencentes a servidores da Casa. Na época, ele alegou que os cartões estavam em seu poder porque atuava como agiota na Câmara.

O caso chamou a atenção do Ministério Público, que indiciou todos os vereadores do município. Os efeitos da ação, no entanto, só vieram ocorrer neste ano, quando a juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado, decidiu afastar os seis suspeitos. Em sua denúncia, o MPPE pedia também a prisão dos suspeitos, por causa de supostas ameaças a testemunhas, mas a magistrada não achou necessário.

Os vereadores são suspeitos, também, de terem utilizado os cartões de crédito dos servidores para fazer empréstimos consignados.