Ceclin
out 03, 2012 5 Comentários


Em Glória de Goitá, adversário acusa grupo do prefeito de tentar matá-lo

Folha de Pernambuco

Uma tentativa de homicídio entre militantes ocorrida na última sexta-feira, acende um clima de tensão entre o atual prefeito do município de Glória do Goitá, Djalma Paes (PSB), e o candidato do PTB, Zenilto Miranda. De acordo com o petebista, o homem acusado de atirar contra um militante seu seria ligado ao prefeito e trabalhava como guarda municipal, além de fazer segurança no hospital do município. A confusão teria acontecido a cerca de 200 metros do comício de Miranda. “Me contaram que o rapaz não falou nada de mais. Só disse: ‘aperreia, Miranda! Depois disso, o cara puxou a arma e falou: o tiro era para o Dr. Miranda, mas você foi tirar onda’. Além disso, várias pessoas na cidade contaram que ele passou a semana dizendo que iria me matar”, relatou Zenilton Miranda.

Mesmo não acusando diretamente o adversário, Miranda questionou até que ponto o prefeito não está envolvido, já que o candidato a vice Nildo Caboclo (PSL), junto com o advogado da prefeitura Vadson Almeida (PSD), que disputa como vice, em Feira Nova, na chapa de Danilson Gonzaga (PT), teriam ido à delegacia para tentar soltar o preso. “Se eu sou prefeito, por que o meu vice vai tentar soltar o cara, e por que o advogado da prefeitura foi pra lá?”, questionou.

Nildo, no entanto, negou que tenha ido à delegacia e disse se tratar de uma calúnia. “Isso é uma versão dele, pois é uma eleição que é baseada em mentiras. Quando a gente fala uma coisa, a gente tem que ter a prova. O pai do rapaz que foi a vítima é nosso amigo“, disse Nildo. Em sua defesa, o prefeito chamou Miranda de mentiroso. “Esse cara já espalha tanta mentira nesse mundo, que é uma coisa extraordinária. Agora, a questão do advogado da prefeitura, é que a irmã do rapaz (acusado) é diretora de uma escola no município. Ele tem também uma irmã que é advogada e que inclusive, é eleitora do nosso adversário”, rebateu Djalma. Ainda de acordo com o prefeito, tudo não passa de uma tentativa desesperada de o incriminar em final de campanha.

 Conheça melhor este caso: Militante sofre tentativa de homicídio.