Ceclin
ago 19, 2009 1 Comentário


Ele foi embora

por Hely Ferreira

Sou de uma geração que ainda teve o privilégio de conviver com o apogeu do Circo. Naquela época, a chegada de algum Circo a cidade era um momento glorioso. Palhaços, mágicos, trapezistas, feras amestradas eram algumas das atrações que os Circos faziam questão em divulgar onde, onde alguns como os palhaços e os animais desfilavam pelas principais ruas das cidades, convidando a população em geral.
O tempo foi passando e o espetáculo realizado em picadeiro, aos poucos, foi perdendo o apogeu, ao ponto que a crise tornou-se tão forte que quase não se vê mais Circo nas grandes cidades.
Mas qual ou quais os motivos para o desaparecimento do Circo?
O primeiro deles é que quase não há espaço urbano para que o Circo possa ser armado; o segundo motivo encontra-se atrelado a falta de inovação nos espetáculos.
Em meio ao transtorno, recentemente, Pernambuco foi agraciado com a presença do mega espetáculo do Cirque Du Soleir. Com um espetáculo inobliterável, o Cirque Du Soleir certamente ficará estigmatizado na vida de quem teve a oportunidade em assisti-lo. Lamentavelmente em tudo isso, é que a grande maioria da população não tem condições. O valor do ingresso é algo extremamente distante do padrão de vida da grande maioria da população. Como sempre, a arte de boa qualidade não contempla a massa.
Há um velho discurso de que a população só gosta daquilo que não presta. Ora, como se pode gostar daquilo que é bom se lhe é tolhido? O problema não está no gosto, mas na oportunidade.

por Hely Ferreira,
Cientista Político .