Ceclin
dez 10, 2010 0 Comentário


Edvaldo Arlégo lança livro nesta sexta no Instituto Histórico

do Diário de Pernambuco



Desde a fundação da Edições Edificantes, em 1980, Edvaldo Arlégo publicou exatamente 154 livros, a maioria exemplares de literatura infanto-juvenil e história regional. Destes, trinta foram dedicados ao Recife onde nasceu e mora. Temas como o pastoril, o carnaval e as invasões holandesas foram abordados. Com o intuito de resgatar para a atualidade características da capital pernambucana que o tempo apagou, o historiador e escritor lança hoje, no Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão, o livro Recife, traços do passado. Na ocasião, será homenageada a professora Eunice de Vasconcelos Xavier, que preside a instituição há 20 anos.

O volume foi lançado no Recife, no Centro Cultural Correios, no dia 11 de novembro. ´Escrevi o livro para trazer para os dias atuais traços que o progresso roubou de nós. Não falo só do Recife como capital, mas da cidade que habita em cada um de nós`, aponta Edvaldo Arlégo, que detalha pontos esquecidos ou ´apagados` da geografia recifense, como os Cinemas da Rua Nova, o Palácio da Boa Vista e o Depósito de Bondes do Brum.

Recife, traços do passado é ilustrado com desenhos em bico de pena de autoria de Mário Paciência, que reproduzem gravuras antigas. ´É uma edição comemorativa do centenário do início da reforma do Bairro do Recife, que praticamente passou em branco para as autoridades.
Foi no dia 29 de novembro de 1910 que foi dada a autorização para a demolição da matriz do Corpo Santo.
A Rua do Bom Jesus, por exemplo, não é do tempo dos holandeses, pois restou somente um prédio daquela época`, ressalta Edvaldo Arlégo, que no próximo ano fará uma exposição itinerante por diversos colégios do Recife, levando banners com as 20 gravuras presentes no livro, que tem 123 páginas. Informações: 3227-0947 (Edições Edificantes) ou pelo e-mail [email protected]