Ceclin
out 29, 2008 4 Comentários


Eduardo deixa para PSB briga da Alepe

Publicado em 29.10.2008

À espera do consenso, o governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, defende que o PSB estadual interfira na briga interna entre os deputados João Fernando Coutinho e Aglaílson Júnior para a primeira-secretaria da Assembléia Legislativa.
Mas, diante da disposição dos dois em seguir em frente, o governador sinaliza que não vai se envolver, ao contrário do que fez em 2006, quando agiu para retirar Aglaílson da disputa. Agora, Eduardo, segundo auxiliares próximos, sinaliza que vai se manter longe do processo, mesmo no caso de um possível bate-chapa.
Em 2006, quando a atual mesa diretora foi composta, não houve embate no plenário para nenhum dos sete cargos. Todos foram candidatos únicos. Na época, era importante para o Palácio do Campo das Princesas mostrar unidade no Legislativo logo no início do mandato. Este ano, Eduardo também gostaria de ter chapa única, mas não quer pagar o ônus de ter que pedir a um dos dois deputados do seu partido para que retire a postulação. João Fernando quer ser reconduzido ao cargo e Aglaílson cobra um rodízio do PSB na mesa.
Guilherme Uchoa (PDT) será reeleito à presidência. Na 1ª vice-presidência, ainda não há consenso, mas Izaías Régis (PTB) é favorito para permanecer na cadeira. As demais siglas também caminham para indicar seus representantes para as outras vagas de forma consensual.
Ontem (28), o líder da oposição, Pedro Eurico (PSDB), foi à tribuna declarar o apoio da bancada à reeleição de João Fernando Coutinho. A iniciativa de Eurico dá mais ânimo ao primeiro-secretário, que conta com a a maior parte das assinaturas dos parlamentares. Já Aglaílson tem uma lista com a assinatura dos demais cinco deputados do PSB.
Eurico alegou que o apoio a João Fernando se deve à “boa administração” da Casa. “Se vamos reconduzir Guilherme (Uchoa), a regra também deve valer para a primeira-secretaria”, disse. O tucano foi o autor da emenda constitucional que acabou com a reeleição para a mesa da Assembléia. Mas a proposta permite os atuais membros sejam reeleitos este ano.
(Jornal do Commercio).