Ceclin
jun 27, 2008 1 Comentário


É tempo de observar!

por Maria Nazareno de Souza
contato: 8787.6768

Estamos vivendo um período político, quando muitos acon­tecimentos turbulentos colocam em dúvida o caráter e a honesti­dade de muitos dos nossos homens públicos.
Esses acontecimentos já vêm de longa data. Em vista a tudo isso, a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), no ano de 2006, lançou a cartilha “Eleições 2006 – orientações da CNBB”.
Nela a conferência dos Bispos, estabelece alguns critérios, que deverão ser observados pelos cristãos católicos antes da escolha dos candidatos. Estes critérios deverão ser conhecidos por todos e depois cada pessoa deve observar bem os candida­tos e ver qual deles satisfaz as exigências da cartilha da CNBB e somente então fazer a sua escolha.
Vejamos agora os critérios da CNBB, para a escolha dos canditados que irão nos representar:
O primeiro critério para votar em um candidato é sua posi­ção em relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a concepção até o seu fim natural com a morte.
Outro critério diz que: muitos acham natural a troca de voto por um favor do candidato.
“Voto não tem preço, tem consequên­cias.”

Nesse sentido, eleitores e elegíveis, todos temos que mudar.
A troca do voto por um favor é chamada de corrupção eleito­ral.

Se não fiscalizarmos isso, muitos continuarão exercendo essa prática ilícita da compra de votos, que é contra os disposi­tivos da lei n° 9840, de 1999, que altera o Código Eleitoral, contra a corrupção eleitoral.
Outro critério para a escolha nos diz que se deve levar em consideração tanto a honestidade pessoal quanto a trajetória po­lítica, voltada aos interesses da coletividade.
O compromisso com a constante superação da fraude elei­toral também é um bom critério para ser observado: Que o eleitor e o candidato sejam e atuem contra as fraudes eleitorais. Que os candidatos tenham transparência administrativa, sejam pessoas honradas, ligadas à realidade do povo, apresentem metas claras e uma política bem enraizada na verdade e definida por etapas e orçamentos.
É importante saber informações a respeito dos candidatos: quem são eles, sua origem política, suas obras em prol da população, se suas propostas estão vinculadas ao programa de um partido político ou estão atreladas apenas a interesses financeiros.
Quando a CNBB questiona sobre quem são os candida­tos, quer dizer: quem é a sua família, que estrutura familiar aquele candidato tem, porque a boa estrutura da sociedade de­pende muito da família, que é a célula-mãe de toda a estrutura social. Se a pessoa que quer governar não tem uma boa estru­tura familiar, como é que ela vai estruturar um País, um Estado ou um Município? Tudo isso deve ser levado em conta. E além do mais, a capacidade administrativa do candidato deve ser bem observada.
Bem, estes critérios que aí estão são da CNBB. Quem quiser conferir, pode adquirir a Cartilha “Eleições 2006 – Orientações da CNBB”. Só as últimas palavras são minhas, mas é dando a explicação de um dos critérios citados digo: desde já que como cristã e como Igreja que sou, estou de pleno acordo com o que diz a CNBB.
Observem, vejam que candidatos atendem aos critérios da Igreja e façam uma boa escolha.

por Nazareno Souza,
Professora. É da Paróquia da Matriz, e voluntária da AMA.
Membro do MCCE.