Ceclin
dez 11, 2008 1 Comentário


"É difícil a Sadia funcionar em 2009", afirma jornalista

O campo baixando a inflação
Publicado em 11.12.2008

No meio da tempestade de notícias ruins que pipocam todos os dias nos mais diversos segmentos da economia brasileira, onde quase todo mundo concorda que o último trimestre do ano vai apontar uma queda forte do PIB, está saindo do forno das padarias das lojas das grandes redes de supermercados que operam no Brasil uma interessante análise que diz que a baixa das principais commodities, como milho, soja e trigo em função da crise internacional, da redução do consumo no mercado internacional e diminuição de safra em algumas culturas vai pressionar fortemente (para baixo) os preços dos alimentos no Brasil, em 2009.
A conta é simples: com os preços das principais commodities caindo de ladeira abaixo todo o complexo de alimento derivados dele mais os de feijão, arroz, café e leite não tem força para subir por falta de consumo externo. Se o dólar cair, a redução de preços nos itens mais importados (trigo) pode ser ainda maior, pois os valores dos fretes internacionais estão caindo com a retração da demanda de consumo no mercado mundial.
Certo, mais e o que isso tem a ver com a feira da semana no Brasil? Bom, no caso do Sudeste e do Nordeste, os supermercados já registram redução nos preços de feijão, óleo de soja e leite, comparado com 2007, devido a questões de safra e demanda interna. O arroz já tem preços menores desde a últimas semanas de novembro. Ou seja: a expectativa do setor agrícola é de baixa geral nos preços. Salvo, como sempre, se alguma mudança climática inesperada alterarem toda esse conjunto de previsões.

O lado bom e o lado ruim

Se é verdade (como apontam as pesquisas internas das grandes redes) que o preço dos alimentos derivados das commodities agrícolas vai baixar em 2009, do lado do produtor o bicho pega. O milho não exportado já inunda o mercado interno e arrasa o caixa do produtor. A próxima safra vai precisar de financiamento, pois o produtor está descapitalizado. Isso sem falar no complexo de açúcar que já implodiu seus preços e na lista de produtos da pauta nordestina de exportação que começa na manga, uva e melão e chega no camarão e na lagosta.

Sadia não contrata energia

Pode ser que isso não signifique nada, mas o fato é que até agora a Sadia não fez a compra de nenhum probo de energia para sua fábrica em Vitória de Santo Antão, que dificilmente opera em 2009.

Perfil da Celpe

O presidente da Celpe José Humberto Castro acredita que a empresa terá menor impacto decorrente da crise da economia por força do seu perfil de consumo. É que ela retira 36% das contas do setor residencial, 26% do comércio e apenas 17% do industrial.

JC Negócios

(Jornal do Commercio).