Ceclin
nov 18, 2016 0 Comentário


Dupla é presa ao vender cédulas manchadas no comércio de Vitória de Santo Antão

Dispositivo joga tinta ou incinera cédulas que estão em caixa eletrônico atacado por bandidos (Divulgação/Tecban)

Dispositivo joga tinta ou incinera cédulas que estão em caixa eletrônico atacado por bandidos (Divulgação/Tecban)

Homens tinham R$ 24 mil; notas de R$ 100 saíram de caixas eletrônicos e tentavam repassar no comércio vitoriense

atualizado às 19h desta sexta

Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Pernambuco com R$ 24,5 mil em cédulas manchadas com tinta usada em dispositivos de proteção contra furtos e roubos de caixas eletrônicos. A captura ocorreu em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado, quando os suspeitos estavam comercializando as notas e acabaram detidos na tarde da última quinta-feira (17) no centro comercial da cidade.

Depatri PEDe acordo com a Polícia, os suspeitos vendiam cédulas de R$ 100. Duas notas manchadas valiam uma nota limpa. Mais informações serão repassadas em entrevista coletiva marcada para a sexta-feira (18). Os dois homens seguiram para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no Recife. São eles: Erinaldo Rodrigues de Menezes Júnior, mais conhecido por “Júnior Gordo”, de 29 anos, e Sthannley Cahua de Lima “Tiririca”, 22 anos, ambos presos em flagrante por receptação qualificada.

De acordo com o Delegado da roubos e furtos, Paulo Berenguer, o dinheiro seria vendido para um comerciante da região pela metade do valor e a quantia comprada seria usada para o tráfico de drogas e para a compra de armas e carros roubados. Os dois suspeitos detidos foram encaminhados para a Penitenciária de Vitória, e caso condenados poderão cumprir pena de três a oito anos de reclusão. O dinheiro recuperado será encaminhado para a perícia e em seguida enviado para o Banco Central.

A Polícia Civil de Pernambuco informou ainda, que um homem que está preso em uma unidade do sistema carcerário do Estado tem envolvimento na venda de cédulas manchadas com tinta usada por dispositivos antifurto instalados em caixas eletrônicos. Trata-se de um presidiário, mas não vai divulgar o nome nem a unidade carcerária para não atrapalhar as investigações. O Delegado explicou que a comercialização de notas manchadas faz parte da estratégia de quadrilhas para alimentar as ações criminosas.

A Polícia ressaltou que desde o dia 1º de novembro, está em operação o reforço da Força-Tarefa  para combater assaltos e explosões em bancos do Estado. O governo empregou mais quatro equipes para desempenhar os trabalhos de investigação. O Delegado afirmou também que as pessoas devem ficar atentas ao manusear uma nota manchada. Quem tentar usar a cédula, com má-fé, será autuado por receptação. Isso pode representar uma pena de 3 até 8 anos de cadeia. A pessoa que receber uma nota dessas e não tiver o objetivo de obter vantagem pode trocar nos bancos.