Ceclin
jan 13, 2017 0 Comentário


Dor de cabeça atinge você e 90% da população mundial. Saiba mais sobre o problema

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Chamada clinicamente de cefaleia, a dor de cabeça é dividida em dois grupos: cefaleias primárias e cefaleias secundárias (Foto ilustrativa: Photl.com).

É difícil encontrar alguém que nunca tenha sofrido com dor de cabeça pelo menos uma vez na vida. Das mais simples até as crises mais fortes, é sempre um incômodo no cotidiano do paciente. Para ter uma ideia, dados apontam que cerca de 90% da população mundial já passou ou passará por este problema. Para alertar a sociedade sobre o assunto, o Projeto Capacita, do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), realizará nesta sexta-feira (13), a partir das 14h, o minicurso gratuito ‘Tipos de Dores de Cabeça’, no bloco A da instituição, bairro das Graças, na área central do Recife.

Chamada clinicamente de cefaleia, a dor de cabeça é dividida em dois grupos: cefaleias primárias e cefaleias secundárias. O primeiro tipo – onde se enquadra os 90% da população – é o mais comum. “São mais de 150 tipos de dores de cabeça, entre primárias e secundárias. As primárias são mais frequentes e, em geral, são benignas. A dor de cabeça enquanto sintoma é muito comum na prática médica. Cerca de 90% da população vai se queixar dela pelo menos uma vez na vida, mesmo que seja episódica”, explica a neurologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) Carolina Cunha, professora do curso de medicina da Uninassau.

O que realmente preocupa os especialistas são as cefaleias enquadradas no grupo das secundárias. Nessa categoria, a causa do problema pode não ter relação com o sistema nervoso. “As cefaléias secundárias são as mais preocupantes, representando cerca de 10% da causa principal da dor de cabeça. Neste quadro, o distúrbio pode não ser originado no sistema nervoso. Existem situações secundárias, como uma oclusão dentária ou a sinusite, que causa a dor”, ressalta a médica.

Para diferenciar o quadro, o histórico clínico do paciente é essencial. “O comportamento da dor de cabeça tem suas características peculiares. A história clínica do paciente é que vai ajudar o médico a identificar se a cefaleia é primária ou secundária. O diagnóstico é dado do ponto de vista clínico. O neurologista e o clínico geral pedem exames complementares de imagem para descartar a possibilidade de um quadro secundário”, pontua.

Entre os tipos mais comuns de cefaleias primárias estão a enxaqueca e a cefaleia tensional. No primeiro tipo, a dor geralmente vem acompanhada de náuseas e toma apenas metade da cabeça. Já a cefaleia tensional é ocasionada pelo fluxo de sangue baixo e ocorre mais em mulheres. Normalmente a dor concentra-se na parte de trás da cabeça e se assemelha com uma pressão no crânio. Estresse e fator hereditário são algumas das principais causas do problema

Vale lembrar que mesmo se tratando de dores menos preocupantes, as cefaleias primárias podem precisar de tratamento. “Na cefaleia episódica, medicamos o paciente no momento da crise, na fase aguda da dor de cabeça. Mas quando o sintoma se torna muito frequente, com duas ou mais crises de dor de cabeça por três meses seguidos ou mais, há indicação de tratamento preventivo. A intervenção visa diminuir a intensidade das crises. Alguns pacientes inclusive ficam livres do incômodo por um bom tempo”, ressalta Carolina.

Quando a dor de cabeça não é frequente, os analgésicos podem aliviar o problema. Algumas medidas não medicamentosas, como repouso e compressa de gelo nas têmporas (no caso das enxaquecas) também são boas opções para atenuar a dor. Alguns fatores específicos, no entanto, acendem o sinal de alerta para problemas. São eles: dor de cabeça após os 50 anos; cefaleia de início súbito (dor explosiva); aumento da intensidade e frequência; dor de cabeça em imunodeprimidos (pacientes com câncer ou aids – risco de quadros infecciosos); dor de cabeça associada a febre, vômitos e manchas no corpo (risco de meningite).

Para participar da oficina, é necessária inscrição a doação de dois quilos de alimentos não-perecíveis. Ao todo, o Projeto Capacita oferece mais de 8400 vagas em 140 cursos.

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