Ceclin
mar 18, 2011 20 Comentários


Discussões irrelevantes tomam a pauta da Câmara de Vitória

Por Josimar Cavalcanti

A Casa Diogo de Braga está praticamente inerte por conta da inexistência de maiores proposições para se discutir, tanto da parte do que chega do Poder Executivo quanto da própria produção da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão. A exemplo de outras sessões ocorridas neste ano, a dessa terça-feira (15) comprovou esta letargia. Só havia dois projetos de Lei para apreciação, ambos de pouca relevância.

Sem contar com a ausência já evidente, do Presidente da Casa, José Aglaílson (PSB), que justificou por essa vez de que estaria doente, impossibilitando a sua vinda para dirigir a Sessão, que acabou por mais uma vez sendo presidida pelo vereador Dr. Saulo.
Também com a ausência justificada, Novo da Banca (PSB) não compareceu, em virtude de haver submetido a duas cirurgias na próstata. Já o vereador Irmão Duda (PSDC), chegou nesta noite com uma hora de atraso.
Devido às obras de reforma e construção do anexo da Câmara Municipal, toda a parte administrativa da Casa e os gabinetes dos vereadores estão funcionando provisoriamente no Edifício Margarida Verçosa, na Rua Marquês do Herval, localizado na Praça do Livramento, alugados pelo Presidente José Aglaílson.
Na discussão dos projetos, Mano Holanda (PMDB), apresentou os dois únicos projetos nesta plenária, ambos modificam nomes de logradouros públicos. Um deles, o que propõe chamar de Rua Marcos Antonio da Silva; que justamente é o nome que substituirá a rua da subida para as Faculdades Integradas da Vitória (FAINTVISA), no Bairro do Cajá. O outro modifica o nome da Escola Municipal da comunidade de Cidade de Deus para ser chamada de Professora Madre Tarcísia. Os dois foram encaminhados para as Comissões da Casa.

Quem esquentou a reunião foi o vereador Pedro Queiroz (PPS), que não poupou críticas a direção do Clube Abanadores O Leão por mais um ano não desfilar no carnaval vitoriense. Ele denunciou a desapropriação do terreno pertencente ao Leão, localizado no Jardim Sto. Inácio de 4.800 m², que era o antigo Parque Aquático, pelo qual foi desapropriado pelo governo José Aglaílson para a construção de um cemitério. Porém, segundo ele, esta desapropriação custou o equivalente a R$ 138.000, 17, considerando que este valor ficou bem abaixo do que a propriedade realmente valeria. “Por este valor, por exemplo, se constrói uma piscina”, ironizou a negociação feita pela diretoria do Leão com o ex-prefeito. Na oportunidade, Queiroz sugeriu um Voto de Repúdio a gestão do Clube O Leão.
Na seqüência, Pedro Queiroz criticou a postura da Prefeitura perante o Ministério Público que impediu a derrubada das árvores da Matriz de Sto. Antão. “Elias Lira é de uma frouxidão sem limites. Ele deveria ter feito o que Aglaílson fez, quando derrubou dezenas de árvores do centro da cidade durante a madrugada”, comparou.
Reforçando o empobrecimento político das disputas eleitorais em Vitória, Queiroz não poupou os adeptos do lado vermelho e do amarelo. “São um bando de burros e idiotas, que ao invés de trabalharem para crescer, ficam subordinados a estes políticos provincianos, pois continuam na pobreza em todos os sentidos”, sentenciou no tempo de 47 minutos.
Para o Vereador Frazão (PR), a segurança do Carnaval 2011 em Vitória de Santo Antão foi eficiente e elogiou a ação desenvolvida pelo 21º BPM. Logo depois, lamentou o fato de que o MPPE ter proibido os profissionais da publicidade no Centro comercial da cidade não exercerem suas atividades por conta da Lei que inibe a poluição sonora.
André de Bau em defesa do MPPE alega que tentou fazer o seu trabalho quanto a questão da poluição sonora na cidade. Entende que se for competência da Câmara agir com relação a esta questão deve-se tomar uma atitude. Constatando a falta de produção da Casa, o parlamentar declarou que se retiraria da reunião por entender que não havia o que se decidir naquela noite. “Poderia estar neste momento em outro compromisso. Como não há o que fazer aqui, prefiro cumprir o outro compromisso”, justificou se retirando em seguida.
Na seqüência, Geraldo Enfermeiro reclama do tempo estourado que Pedro Queiroz fez uso. Preocupado com a situação dos Clubes Carnavalescos da cidade, o parlamentar sugere para que o MPPE acompanhe de perto as negociações em torno dos patrimônios dos Clubes o Leão e o Camelo. Aproveitou para denunciar que o atual prefeito pretende diminuir o salário dos agentes de Saúde, os quais recebem R$ 892,00, para receberem apenas o salário mínimo. Sobre a polêmica da falta de médicos no SAMU e a lei da poluição sonora, Geraldo aconselha a Câmara se posicionar para acompanhar mais de perto estas duas realidades, que segundo ele, não têm havido intervenção por parte da Prefeitura para solucionar.
Geraldo Enfermeiro denuncia usando a Tribuna por 54 minutos que o terreno doado para o Centro Acadêmico da UFPE/Vitória requer maiores cuidados, tendo em vista tratar-se de um terreno completamente acidentado. “Por conta disso a UFPE têm gerado investimentos em torno de R$ 4 milhões para fazer tão somente o aterramento e planeamento deste terreno”, lamentou. Não satisfeito com as ações por parte da Prefeitura local, o vereador alerta quanto aos números publicados pelo Diário Oficial, dos contratos de locação de veículos com valores elevados feitos pela Prefeitura da Vitória de Santo Antão.

Por Josimar Cavalcanti,
Correspondente do Blog.
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Jabulani descansando, pois jogo não teve hoje!

Líder da Oposição X Líder do Governo: “Terremoto versus Tsunami”.


Até a próxima sessão…