• Ceclin
out 29, 2012 1 Comentário


Dilsinho, um prefeito palaciano

ALIADO Junto com Geraldo Julio, Adilson Gomes Filho, do PSB, está na seleta lista dos prefeitos eleitos com livre trânsito com Eduardo

Jornal do Commercio

Um socialista palaciano próximo ao governador Eduardo Campos (PSB) não vê a hora de janeiro chegar e assumir a Prefeitura de Moreno, Região Metropolitana do Recife. Com a sua eleição, Adilson Gomes Filho (PSB), Dilsinho, 36 anos, interrompe um ciclo de 30 anos de revezamento de políticos do grupo do ex-prefeito Vavá Rufino no poder municipal.

Dilsinho é filho de Adilson Gomes, secretário-executivo do PSB estadual, ex-vereador de Moreno e um dos mais antigos arraesistas. Nascido em Moreno, o prefeito eleito morou na cidade até os seis anos de idade, no bairro da Mangueira, mais especificamente numa casa localizada na Rua André Vidal Negreiros, onde hoje funciona uma loja de artigos de informática. Ele conta que suas lembranças da infância no município, que agora governará, é da casa frequentada por políticos tradicionais da esquerda pernambucana. “Quando nasci meu pai era vereador. Lembro que iam lá em casa Jarbas (Vasconcelos) e Marcos Freire”, conta.

Aos seis anos, por conta do trabalho do pai, Dilsinho se mudou para a Capital, onde estudou e começou a trabalhar. Formou-se em Economia pela Universidade Católica. Desde que se formou, não saiu mais da vida pública, sempre ligado ao PSB. Foi oficial de gabinete durante o terceiro mandato do governador Miguel Arraes. Depois trabalhou com assessor político do governador Eduardo Campos, enquanto ele esteve na Câmara Federal e no Ministério da Ciência e Tecnologia. De volta ao Palácio, Dilsinho foi chefe de gabinete da Casa Civil no primeiro mandato de Eduardo e gerente-geral de articulação institucional também da Casa Civil, no segundo mandato. Dilsinho ainda coordenou a campanha de reeleição do socialista, em 2010, na área norte da Região Metropolitana.

O prefeito eleito credita sua vitória ao fato de ter feito uma “campanha limpa” e propositiva e não ter se envolvido na “guerra de ataques”. “Procuramos andar rua por rua. Registramos programa de governo em cartório desde 30 de agosto. Enquanto os adversários estavam cuidando de fazer campanha contra a gente, o povo foi percebendo quem estava respeitando a população”, disse.

Foram derrotados por Dilsinho os candidatos Vavá Rufino (PSDB) – terminou impugnado–, Ubirajara Paz (PT) e Alfredo Costa (PCdoB).