Ceclin
ago 13, 2014 0 Comentário


Dilma e João Lyra decretam luto oficial pela trágica morte de Eduardo Campos

Pronunciamentos dos Chefes de Estado foram divulgados ao Vivo pelas TV's nesta tarde. Foto: Aluisio Moreira / em um evento na Petrobras

A presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que era candidato a presidente nas eleições deste ano. A presidente disse ainda estar “tristíssima” e declarou que Campos era uma “grande liderança política”.

Já o governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), decretou sete dias de luto oficial pela morte do ex-governador. O anúncio foi feito durante um pronunciamento no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Recife.

O candidato do PSB à Presidência morreu aos 49 anos em um acidente com um avião por volta das 10h desta quarta-feira (13) em Santos (72 km de São Paulo). A aeronave modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, vinha do Rio de Janeiro e tinha sete pessoas a bordo. O Corpo de Bombeiros confirmou que não há sobreviventes.

“O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro”, diz trecho da nota, replicada depois no Twitter de Dilma.

Dilma, que concorre à reeleição e enfrentaria Eduardo Campos nas urnas em outubro, afirmou ainda que “eventuais divergências políticas” sempre seriam “menores que o respeito mútuo” entre eles. Campos fazia parte do governo Dilma Rousseff até 2013, quando seu partido, o PSB, entregou os cargos no governo federal.

“Quero levar ao povo de Pernambuco e ao povo brasileiro a minha palavra de solidariedade e de muita tristeza, e, ao mesmo tempo, de muita esperança. Convivi com Eduardo por 15 anos e construímos uma amizade muito firme, de cumplicidade, solidariedade e de muita independência. Que a vida dele sirva de exemplo de muita coragem e compromisso com o povo pernambucano e brasileiro; é um dia de muita tristeza”, disse o governador João Lyra.

Lyra Neto também lembrou a coincidência de Eduardo ter morrido no mesmo dia do avô, Miguel Arraes. “A energia [de Arraes] fez com ele tivesse essa trajetória de muita luta”, comentou.