Ceclin
ago 19, 2016 0 Comentário


Devedor busca renegociar dívidas e inadimplência perde fôlego

Blog do Jamildo

calote-310x165Um estudo inédito realizado pela área de Big Data e pelos economistas da Serasa Experian revela que a inadimplência no País dá sinais de estabilidade.

Em junho de 2016, o número de CPFs negativados foi de 59,6 milhões, superior aos 59,4 milhões apurados em maio/2016, mas abaixo dos dois levantamentos anteriores, em abril/2016 (60,7 milhões) e março/2016 (60,0 milhões).

Em junho de 2015, havia 56,3 milhões de consumidores inadimplentes. O volume dívidas atrasadas verificadas em junho/16 foi de 235,9 milhões que somaram R$ 264,4 bilhões.

Segundo economistas da Serasa Experian, os dados de junho denotam certa acomodação no número de negativados no País em 2016. “Ainda é prematuro dizer que houve uma mudança de comportamento, mas, ainda assim, é uma boa sinalização, que pode indicar que a inadimplência está perdendo força”, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

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Inadimplência por segmentos

Na análise da inadimplência por segmentos, telefonia, que registrava 15,1% de participação do volume total de dívidas em março deste ano (239,0 milhões), gradativamente diminuiu sua fatia nos meses posteriores (abril e maio), chegando a 12,8% em junho/2016.

Já o segmento de utilities (fornecimento de água, luz e gás), que acumulava 17,9% das dívidas em março/2016 (o mais alto percentual alcançado pelo segmento desde junho de 2014, quando o levantamento passou a ser feito pela Serasa Experian), chegou a 17,6% em junho/2016.

Na contrapartida, o segmento de bancos e cartões teve um acréscimo de março para junho, de 27,2% para 28,8%.

Inadimplência por renda

O último estudo da Serasa Experian também aponta que 77,8% dos inadimplentes ganham até dois salários mínimos, sendo que 40,2% dos 59,6 milhões de inadimplentes recebem entre um e dois salários mínimos e 37,6% ganham menos de R$ 880,00.