• Ceclin
dez 09, 2019 0 Comentário


Desmonte do serviço público aumenta com aposentadoria de servidor e falta de concurso, alerta SINDSEP-PE

Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)

Os ataques ao serviço público promovidos pelos governos Temer e Bolsonaro, associado ao tempo de serviço de muitos servidores federais, vêm ameaçando o funcionamento de alguns órgãos públicos. Exemplo vivo disso é a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que há mais de cinco anos não tem concurso e, em janeiro próximo, mais da metade do quadro funcional vai se aposentar. Detalhe: o ministro de Ciência e
Tecnologia, Marcos Pontes, disse com todas as letras que o governo não vai investir na fundação, único órgão do País que ainda desenvolve pesquisa sobre o Nordeste, já que a Sudene está sucateada há quase duas décadas.

Em janeiro, mais 45 servidores da Fundaj estarão aptos a se aposentar. Hoje, dos 215 trabalhadores do quadro, 110 já se encontram nessa situação e se mantém na ativa recebendo o abono de permanência, uma gratificação que repõe o valor pago a título de previdência. A rubrica está na mira do governo Bolsonaro, que ameaça extinguí-la na reforma administrativa que está sendo gestada. Ouseja, somando os 45 que
podem se aposentar em janeiro e os 110 que cumprem abono de permanência, são 155 servidores que a Fundaj pode perder a qualquer momento, sobrando apenas 60 ativos, o que inviabiliza a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

“Essa realidade não é exclusividade da Fundaj, se repete na grande maioria dos órgãos federais. E o que se vê é um governo de costas para o serviço público, que se nega a investir no setor e não esconde o desejo de acentuar o sucateamento. Um cenário que só vai mudar a partir do
enfrentamento por parte dos servidores públicos, que precisam participar ativamente da luta em defesa do serviço público e do seu posto de trabalho”, salienta o coordenador geral do Sindsep, José Carlos Oliveira.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE