• Ceclin
jul 15, 2019 0 Comentário


Desmonte da Previdência é aprovado na Câmara. Agora a mobilização é no Senado

Deputados_a_favor_reforma Previdencia-14 pernambucanos

Depois de comprar os deputados federais liberando R$ 2,5 bilhões em emendas e oferecendo cargos antes da votação, o governo Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu a aprovação do desmonte da Previdência pública. Foram 379 votos a favor e apenas 113 contrários. Entre os que querem ver a morte dos trabalhadores antes de conseguirem se aposentar estão 14 deputados pernambucanos. Nenhum deles merece o voto da classe trabalhadora. E seus nomes jamais serão esquecidos.

Entre os que foram contrários a reforma estão 11 pernambucanos. Os traidores dos trabalhadores foram: André de Paula, André Ferreira, Augusto Coutinho, Daniel Coelho, Felipe Carreras, Fernando Coelho Filho, Fernando Rodolfo, Luciano Bivar, Ossesio Silva, Pastor Eurico, Raul Henry, Ricardo Teobaldo, Sebastião Oliveira e Silvio Costa Filho.

A proposta de “reforma” de Bolsonaro ainda será encaminhada ao Senado. É aí onde mora a última esperança dos trabalhadores. “Voltaremos toda a nossa atenção ao Senado Iremos dialogar com os senadores e realizar mobilizações de rua, enquanto a população deve pressioná-los em seus Estados. Se passar como está, essa reforma vai acabar com a Previdência pública brasileira porque ninguém terá interesse em contribuir com algo que não irá usufruir no futuro», comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.

Caso o desmonte seja aprovado, a principal mudança acontecerá no tempo de contribuição, que passa a ser de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens da iniciativa privada e 25 anos para os servidores e servidoras públicas. No entanto, para receber o valor integral da média dos salários, o contribuinte terá que trabalhar por 40 anos. A regra irá dificultar em muito a aposentadoria de grande parte dos trabalhadores.

“Por isso, fala-se em desmonte da Previdência pública. Muitos trabalhadores não irão querer contribuir com ela e farão planos privados junto aos bancos, os maiores beneficiados com as mudanças. Dessa forma, a Previdência pública será esvaziada”, explicou o secretário geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira.

A “nova” aposentadoria também irá reduzir os valores pagos aos contribuinte. O cálculo da aposentadoria terá uma regra só para todos os trabalhadores, da iniciativa privada e servidores. Atualmente, quem se aposenta na integralidade passa a receber um valor equivalente ao seu último salário. Mas agora o valor da aposentadoria será de 60% da média salarial mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos. Com isso, a aposentadoria integral só será possível aos 40 anos de contribuição.

E as mobilizações já começaram.

Na última sexta-feira, milhares de trabalhadores e estudantes se uniram em Brasília para dizer não a reforma. Em breve, divulgaremos novos atos.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE