• Ceclin
abr 26, 2019 0 Comentário


Deputado critica efeito da carga tributária no aumento da conta de luz

Para Romero Albuquerque, o peso dos impostos no custo final da energia prejudica o trabalhador. Foto: Divulgação

Para Romero Albuquerque, o peso dos impostos no custo final da energia prejudica o trabalhador. Foto: Divulgação

O deputado estadual Romero Albuquerque (PP) criticou o aumento da conta de luz e disse que o maior responsável pelo novo reajuste é o custo alto dos impostos. O parlamentar defendeu uma revisão dos tributos aplicados em Pernambuco.

Ele disse que a tributação estadual  tem prejudicado o acesso do trabalhador pernambucano aos serviços básicos. Albuquerque usou como exemplo o mais recente reajuste na tarifa de energia elétrica, anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na terça-feira (23/4).

Do total de custos da Celpe, empresa que tem a concessão do serviço em Pernambuco, cerca de 35% é voltado para pagar tributos. “É o segundo item que mais pesa nos custos de operação da empresa. A consequência é transferir um valor fora da realidade para o trabalhador, que fica penalizado”. O deputado progressista, que tem se posicionado de forma contundente na Alepe contra algumas medidas do governo do Estado, relembrou o início da nova alíquota do ICMS, no começo de Abril, e disse que não vê retorno na vida real das pessoas desse valor pago em impostos. “Temos muitos serviços que funcionam com deficiência, mas os impostos são cobrados e reajustados.Quem sofre, no final das contas, é o trabalhador”, criticou o deputado.

Ele sugeriu uma reavaliação dos principais tributos cobrados no Estado, de modo a amenizar a alta dos preços no dia-a-dia da população. “Já estamos vivendo um período de crise, é preciso reajustar as contas, mas não aumentar a arrecadação a todo custo. É preciso avaliar que certos setores impactam decisivamente a vida das pessoas”.

O novo valor da conta de luz começa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (29). Os consumidores domiciliares, principalmente os de baixa-renda, serão atingidos por um aumento de 5,4%. Os de alta tensão, em que estão inclusos grandes comércios e indústrias, o reajuste será de 3,76%.