• Ceclin
mar 23, 2018 0 Comentário


Depende do Cade a venda da Owens-Illinois de Vitória de Santo Antão

Cade pode vetar operação que envolve Nadir Figueiredo e Owens-Illinois. Órgão antitruste tem até 15 de abril para julgar o caso

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Owens-IllinoisNas mãos do Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desde janeiro deste ano para ser analisada, a aquisição dos negócios de utilidades domésticas de vidro da Owens-Illinois Brasil pela Nadir Figueiredo tem chances de ser barrada em uma das próximas sessões de julgamento do órgão. O prazo para o caso ser julgado finda no dia 15 de abril.

A operação envolve a compra de um estabelecimento da Owens-Illinois em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, com todos os ativos. Há também uma unidade no Rio de Janeiro para produção de artigos e utilidades domésticas de vidros.

Com base na avaliação das informações colhidas, a Superintendência-Geral do Cade avaliou que a transação deveria ser reprovada, sob a justificativa de que o setor brasileiro de utilidades domésticas de vidro apresentava alto nível de concentração.

De fato, só a Nadir concentra atualmente quase 50% do mercado nacional. Se somada à fatia que a multinacional americana Owens-Illinois detém, chegaria próximo de 70%. Baseado em dados de 2016, o Cade acredita que a Nadir compete especialmente com os importados que possuem uma participação de mercado entre 15% e 25%.

De acordo com a SG, as importações não aparentam ser um elemento efetivo de rivalidade capaz de contestar o poder de mercado da Nadir. Elas rivalizariam com a Owens-Illinois. As empresas contestam no Cade essa questão.

O failing firm também pode ser tratado neste caso, já que a multinacional americana Owens-Illinois pretende deixar o mercado de utilidades domésticas de vidro.

Por outro lado, a SG afirma que os problemas concorrenciais que decorrem da operação “são de difícil solução negociada, dadas as características do mercado, da operação e o fato de existir apenas uma grande empresa concorrente no País além das requerentes”. Logo, as eficiências apresentadas pelas empresas não justificam a aprovação da transação.