• Ceclin
nov 11, 2015 0 Comentário


“Democracia é isso aí”, por Valdemiro Cruz

Por Valdemiro Cruz

democracia x ditaduraNossos jovens atuais são exemplos de impetuosidade, valentia e disponibilidade para bradar, principalmente pelas redes sociais, sua indignação com as coisas que consideram incorretas à luz de suas preferências. Dificilmente isso funciona diante de fuzis e baionetas de militares.

Tempos atrás, na fase dos governos militares que eles não conheceram ou, estudaram superficialmente, a coisa era DIFERENTE.

Hoje, dá status e cria fanáticos seguidores, atacar com informações obtidas sem fonte de plena credibilidade, políticos, pessoas e autoridades que são fortemente hostilizados, execrados, acusados e julgados culpado antecipadamente numa espécie de tribunal “ad hoc”, famosos tribunais de exceção.

É bom saber, que muitas dessas convicções são nutridas por pessoas de mais idade que nunca tiveram outra alternativa na vida senão a revolta e o fracasso, tanto pessoal como profissional.

Há muita gente também, revoltada porque perdeu oportunidades, ou pelo menos estão mais receosos de insistir em algumas fraudes, sonegações e falcatruas que lhes fizeram prosperar e manter uma vida boa, mesmo tendo a obrigação de viver babando alguns ilustres figurões.

Os revoltados, os infelizes, vivem suas frustrações repassando informações, mesmo que mentirosas, mas que contribuem para desqualificar, acusar pessoas, principalmente autoridades que estão distantes do seu limitado estado de podridão.

Insatisfeitos e frustrados, querendo ostentar a todo custo o que ainda não conseguiram, encontram facilmente outros carentes de caráter e algum respeito pela Ordem e Progresso, para enfileirassem num batalhão de “mulas” que replicam mensagens acusatórias, ofensivas e na sua maioria mentirosas, diariamente nas mídias sociais.

O “must” do momento é Bolsonaro, capitão de Exército, deputado federal que mesmo sem ostentar a Farda, que tanto fascina as mulheres e alguns com tendências afeminadas, tem trazido muito frisson e muito empenho da galera desvairada em postar suas falas, opiniões, entrevistas etc. coisas já utilizadas pela mídia anteriormente com FERNANDO COLOR DE MELLO, Caçador de Marajás da Rede Globo e “Salvador da Pátria”.

Na verdade Bolsonaro faz lembrar os tempos em que a LIBERDADE era tão limitada que você tinha muita dificuldade em adquirir um simples LP (Disco de Vinil) de Geraldo Vandré, e se conseguisse impossível escutar publicamente a música “Pra não dizer que não falei de flores”.

A façanha de escutar essa e algumas músicas “censuradas” só acontecia entre pessoas da máxima confiança, em uma residência previamente selecionada, baixinho e de portas trancadas com medo de denúncia de vizinhos.

Hoje, qualquer Dupla Sertaneja ou Banda, arrasta multidões e no palco berram o que quiser, mesmo que sejam obscenidades, falta de respeito e duplo sentido, levando todos ao delírio.

Naquela época, conversar em grupo de mais de 4 (QUATRO) pessoas em local público era suspeito e também comum abordagem da Polícia: “Circulando, circulando para evitar tumulto” …e você ou obedecia, ou eles baixavam o sarrafo sem dó nem piedade e ainda levavam para o Distrito Policial.

Gays e prostitutas eram brutalmente perseguidos e invariavelmente agredidos, humilhados, presos e tratados sem nenhum critério de justiça por suas opções pessoais de vida.

Os jornais e revistas, únicas fontes de informações disponíveis, eram CENSURADOS e somente publicavam o que convinha e interessavam ao governo militar. Alguns, como Última Hora e PASQUIM tinham circulação muito limitada porque insistiam em publicar artigos incompatíveis com a censura governamental e seus jornalistas e editores, presos, processados quando não conseguiam fugir do País.

Quem vivenciou aquela fase pós 1964, certamente não tem boas lembranças do quesito LIBERDADE/DIREITOS do cidadão. Querer a volta desse regime é típico de investimentos estrangeiros na mídia, pois, o povo cria (nutre) a Marca (Nestlé/Brahma/Sadia etc.), a marca investe na Mídia, e a mídia faz a cabeça do povo, manipula, forma opinião, de maneira tendenciosa para atender a interesses pagos.

Os que atacam, ofendem e acusam abertamente, não mostram quem seria o líder ideal com lisura, dignidade e honestidade suficiente para governar a Nação.

Se a energia dispendida pelo nosso povo fosse positiva em favor do Brasil, com certeza nós viveríamos uma realidade totalmente diferente, hoje. O ideal seria matar os carrapatos e salvar o boi, o que é ensinado e repassado é, mate o boi, os carrapatos e toquem fogo na fazenda.

Qualquer império que não se entenda internamente será facilmente dominado por outro.

Valdemiro_Cruz

 

Por Valdemiro Cruz, colunista do Blog