• Ceclin
out 29, 2008 1 Comentário


Cultura da cachaça é festejada

DALTON TORRES
Contabilizando atualmente a produção de 78 milhões de litros de Aguardente Pitu, Vitória de Santo Antão, foi tombada como Patrimônio Imaterial do Município em decorrência da importância da bebida que ajudou a fundar a cidade. O evento foi festejado também no Recife, em solenidade realizada ontem (28), no Conselho Estadual de Cultura.

Na ocasião, o Diploma Alusivo à Eleição da Cachaça como Patrimônio Imaterial da Vitória foi outorgado à matriarca da família que fundou a fábrica da Aguardente Pitu, Áurea Férrer, juntamente com outras personalidades e instituições, entre elas, o empresário e ex-ministro da Agricultura, Armando Monteiro Filho, a colunista do caderno Sabores da Folha, Lectícia Cavalcanti, a cantora Selma do Coco, o Sindaçúcar e a Folha de Pernambuco, no ato representada pela diretora de Marketing, Márcia Regina.

Monteiro e Áurea: compartilhando importância da PITU
Durante o evento, o professor Pedro Férrer, filho de Áurea, dissertou sobre a história da cachaça e a importância da fábrica da Pitu para os vitorienses. Convocado para falar, Armando Monteiro Filho, dizendo-se sensibilizado pela homenagem, justificou que “Pernambuco foi um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do Brasil porque os engenhos encontravam-se instalados às margens dos rios”.
O presidente do Conselho Estadual de Cultura, Marcus Accioly, enfatizou que a festa era da cana. “Sinto-me forte ao lado de Armando Monteiro Filho, o patriarca de todos os Monteiros”, afirmou, para encerrar o evento dedicando ao ex-ministro o poema da autoria dele intitulado “Nordestinados”, que realça oportunamente o cheiro do mel e do melaço.
Aos convidados foi servida degustação de caipirinha preparada com aguardente Pitu.

(Folha de Pernambuco).