• Ceclin
jul 30, 2019 0 Comentário


Crimes contra ordem tributária motivam operação policial em Vitória e mais quatro cidades

Delegada Polyanne Farias [centro] deu detalhes da Operação Endosso, que apura crimes tributários — Foto:  PCPE/Divulgação

Delegada Polyanne Farias [centro] deu detalhes da Operação Endosso, que apura crimes tributários, juntamente com o Del. Paulo Furtado e Del. Priscilla Von Sohsten, da DRACO. — Foto: PCPE/Divulgação

Batizada de Operação “Endosso”, a Secretaria de Defesa Social, através da Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou na manhã desta terça-feira (30/07), cumprimento de mandados judiciais em cinco municípios, numa ação vinculada ao DRACO/ DIRESP – Diretoria Integrada Especializada, sob a presidência da Delegada Priscilla Von Sohsten, com apoio das equipes da Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ).

Crimes contra a ordem tributária motivam operação policial em Vitória e mais quatro cidadesA investigação começou em janeiro de 2019, com objetivo de prender integrantes de Organizações Criminosas, voltada para a prática dos crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e organização criminosa. A Operação cumpre 10 mandados de prisão e 09 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. Oito dos dez mandados de prisão foram cumpridos até o início da tarde, segundo a Civil. Os mandados foram para Recife, Vitória, Cupira e Ipojuca, em Pernambuco, e Propriá, em Sergipe.

O alvo da Operação Endosso envolve um esquema que sonegou ao menos R$ 122 milhões em impostos. “Em 2017, já se totalizou R$ 122 milhões movimentados em desvios, em sonegação, por essas empresas laranjas. Nós temos empresas que não existem, mas que figuram formalmente em transações buscando dar legalidade a atos que, na verdade, são ilegais, como, por exemplo, as negociações envolvendo notas fiscais fictícias”, disse a Delegada.

Cinco empresas são investigadas, além de outras sete que seriam de fachada. O motivo da busca na fábrica do Engarrafamento Pitú não foi esclarecido. A assessoria da Secretaria da Fazenda de Pernambuco informou que deve se pronunciar na quarta-feira (31), após a conclusão dos trabalhos, com os resultados da ação. Um policial militar reformado foi preso suspeito de ter envolvimento com uma empresa fantasma que prestaria serviços à Pitú, mas outros detalhes não foram divulgados pela Polícia. O sargento reformado trata-se de Manoel Sérgio da Silva, 53 anos, que está entre os presos.

A Pitú não foi alvo de nenhum mandado de prisão. A Engarrafadora afirmou em nota que “tem em sua cultura empresarial a retidão de comportamento, o respeito às leis e o compromisso de cumprir todas”.