Ceclin
abr 13, 2010 0 Comentário


Cremepe, Secretaria de Saúde e Simepe discutem novo Código de Ética

Da Redação do pe360graus.com

A partir desta terça-feira (13), entra em vigor o novo Código de Ética Médica com normas que devem ser cumpridas para melhorar a relação entre médicos e pacientes e os atendimentos nas unidades de saúde. Entre as mudanças, a partir de agora o médico tem que dar mais atenção ao paciente e escrever receitas e prontuários de forma legível.

As mudanças chegam para minimizar as reclamações da população, que muitas vezes se irrita com o tratamento arrogante de médicos, o curto tempo dos atendimentos e as receitas cheias de “garranchos”, como apontaram a empregada doméstica Fabiana Alexandre Lima e a dona de casa Rogéria de Lima.

Em defesa dos médicos, o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Antônio Jordão, denuncia a superlotação das unidades médicas. “Hoje, o médico e o paciente são vítimas da superlotação dos hospitais, principalmente os públicos, que força um atendimento rápido para poder atender a grande demanda”, disse.

Sobre esta questão, a secretária executiva de Atenção à Saúde de Pernambuco, Ana Maria Albuquerque, explicou que a Secretaria vem buscando contratar novos médicos, através de concurso público, para cobrir as escalas de plantão e evitar os buracos. “No último concurso, 724 médicos foi contratados para este fim. Outra medida adotada será o controle mais efetivo da frenquência dos profissionais, com o ponto informatizado”, falou.

Ana Maria Albuquerque informou que a Secretaria vai organizar reuniões para divulgar as mudanças trazidas pelo novo Código para os profissionais de saúde. Ela alertou, ainda, que a população pode denunciar as infrações dos médicos através da Ouvidoria da Secretaria de Saúde de Pernambuco.
O telefone é o 0800 286 2828.

Ainda sobre os plantões médicos, a vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe), Helena Carneiro Leão, informou que, de acordo com o novo Código, cabe ao diretor técnico da unidade de saúde organizar as escalas e cuidar para que, em caso de falta de um médico, a equipe e os pacientes não sejam prejudicadas. Nesses casos, tanto o profissional que falta quanto o diretor técnico podem ser responsabilizados pela infração.

De acordo com a vice-presidente, o não-cumprimento das novas normas do Código também deve ser denunciado ao Conselho. “O Cremepe é o órgão fiscalizador do exercício médico, por isso as denúncias devem ser feitas conosco. A punição é feita com base legal. Cada caso é apurado através de uma sindicância. Se for caso, é feita a abertura do processo ético, sua instrução e julgamento pelos conselheiros”, explicou.
O telefone do Cremepe é o (81) 2123-5777.