Ceclin
fev 28, 2011 0 Comentário


CPRH flagra crimes ambientais em cerâmicas e fazendas do Agreste e Mata Norte

A Fiscalização Florestal da Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH continua flagrando infratores ambientais e realizando apreensões recordes por todo o Estado de Pernambuco. Na última quinzena de fevereiro, três ações merecem destaque.

Em vistoria para atender uma denúncia anônima no município de Lagoa de Itaenga, Mata Norte, foram detidos 345 estéres de madeira nativa sem Documento de Origem Florestal – DOF, na Cerâmica Carpina.

Já na cerâmica Vale do Bituri em Belo Jardim, Agreste Central, o número chegou a 662 estéres de lenha também sem DOF, o equivalente a cerca de 16 caminhões carregados com madeira. A multa estipulada pelos fiscais foi de R$ 33 mil. De acordo a diretora de recursos florestais e biodiversidade da CPRH, Vileide Lins, estas foras as maiores apreensões já realizadas em cerâmicas do estado.


No Agreste Meridional, a denunciante foi a Prefeitura Municipal de Bom Conselho. O flagrante aconteceu na Fazenda Nossa Senhora de Bom Conselho, Sítio Recanto II, zona rural do referido município. Os fiscais aplicaram uma multa no valor de R$ 70 mil, haja vista a constatação de queimada e corte de espécies nativas da Mata Atlântica sem autorização em 14 hectares, inclusive em áreas de Proteção Permanente – APP.


Neste mesmo dia, na PE 218, os fiscais também advertiram um caminhão por transportar 140 estroncas de madeira nativa sem DOF, como conseqüência, a carga foi recolhida para a prefeitura, que ficou como fiel depositário. Este tipo de subproduto florestal é comumente utilizado na construção civil para escoramento de lajes.
Ainda em Bom Conselho, na Fazenda Boa Vontade, foi evidenciado o corte seletivo de espécies nativas da Mata Atlântica e detidas dez estroncas de madeira nativa. Na ocasião, os agentes da CPRH descobriram que deste local também havia saído as 140 estroncas apreendidas no dia anterior.


com informações da Assessoria.