Ceclin
jan 19, 2011 1 Comentário


Consumidor vai receber conta da Compesa por e-mail

Jornal do Commercio

Os clientes da Companhia Pernambucana de Abastecimento e Saneamento (Compesa) poderão receber, a partir deste mês, as faturas de suas contas de água e esgoto por e-mail. No site da Compesa, há um link para a página de cadastro dos interessados. Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a medida é um avanço no relacionamento entre empresa e consumidor.

Bom para quem pensa em morar em um apartamento novo nos próximos anos. Por força de uma lei municipal, os edifícios são construídos agora com medição de água individual. Quem sempre residiu em prédios não tinha costume de receber o demonstrativo da conta em casa, já que tudo estava incluído no condomínio. Agora, esse consumidor pode pedir o envio por e-mail. Hoje, a Compesa já oferece a impressão simultânea da fatura no momento da leitura do hidrômetro.

O cadastro para receber por e-mail a conta de água exige informações como o nome do cliente, de sua matrícula na empresa, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o endereço de e-mail para onde será enviado o documento.

No início de sua terceira semana na administração da companhia, Tavares ressaltou que, além da melhora na gestão e modernização da Compesa – uma exigência para obter um empréstimo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 180 milhões, que deverá ser assinado na próxima sexta-feira – a sua gestão vai batalhar para tirar do papel a Adutora do Agreste e rede de esgoto para 91% da população do Grande Recife.

“Hoje, nosso percentual de atendimento é vergonhoso, de 23% da população. Não dá para imaginar Recife como cidade da Copa ou ponto turístico desse jeito”, afirmou. Para viabilizar a empreitada, que custará R$ 4 bilhões, a Compesa planeja montar uma Parceria Público-Privada (PPP). No segundo semestre deste ano, estimou o presidente, a licitação deverá ser lançada e o contrato assinado.

A lista de investimentos necessários nos próximos anos ainda engloba R$ 139 milhões em melhorias na rede (que, velha e sem manutenção em alguns pontos, sofreu com o início de funcionamento da primeira etapa de Pirapama), e outros R$ 2 bilhões para a Adutora do Agreste, empreendimento que vai levar a água da Transposição do São Francisco para 67 cidades da região.

Essa obra será bancada com recursos federais, vindos do Ministério da Integração Nacional. Só o seu projeto vai custar R$ 16 milhões e deverá ser contratado até junho pela Compesa.