• Ceclin
ago 27, 2018 0 Comentário


Condsef/Fenadsef lança carta aos presidenciáveis

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A Condsef/Fenadsef iniciou esta semana a entrega da plataforma da classe trabalhadora aos candidatos à Presidência da República. A ideia é firmar compromisso com eles para, quem for eleito,  se comprometer com a retomada do fortalecimento do serviço público e do funcionalismo.

“Precisamos votar em candidatos que assumam compromisso com o serviço público, com as políticas públicas, com a nossa plataforma. Nosso voto deve ser útil. Não podemos votar em aventureiros que querem a continuação da Emenda Constitucional 95 (arrocho de 20 anos no serviço público), do fim dos concursos públicos, e de toda essa política de Temer. Isso é terra arrasada. A situação está ruim, mas pode ficar pior”, alerta o secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo.

Em levantamento feito pela Secretaria de Imprensa do Sindsep-PE, apenas quatro presidenciáveis (Lula, Guilherme Boulos, Ciro Gomes e João Vicente Goulart) falam especificamente de temas como melhorias para os servidores federais e revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, o teto de gastos do governo Temer, um dos maiores entraves para o serviço público no momento.

A Carta aos presidenciáveis – 2018, como foi intitulado o documento, foi produzida em parceria com o Dieese, que traz dados e pesquisas para respaldar as reivindicações apontadas pela Condsef/Fenadsef. “O documento é um instrumento político, mas, acima de tudo, um material técnico. Não são previsões apocalípticas. É fato. De acordo com o Diap, o serviço público já pode entrar em colapso a partir do próximo ano por causa da Emenda Constitucional 95. Precisamos reverter a situação”, ressalta o diretor da CUT-PE e da Secretaria de Imprensa do Sindsep-PE, Fernando Lima.

O Sindsep-PE fez um levantamento do programa de governo dos 13 candidatos à Presidência da República e constatou que poucos demonstraram preocupação com o serviço público e com o servidor. Pior ainda: a grande maioria exalta o mercado e defende o Estado mínimo, numa direção ainda mais neoliberal do que a que já está em curso.

Carro chefe da Carta aos Presidenciáveis, a Consef/Fenadsef coloca como urgente a revogação da Emenda Constitucional 95 – que congela investimentos públicos por 20 anos. Apenas cinco dos 13 candidatos assumem o compromisso da revogar a lei do teto: Lula/Haddad, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Vera Lúcia e João Goulart Filho. São esses também, assim como José Maria Eymael, que citam no programa de governo a necessidade de valorização do servidor federal, com capacitação e plano de carreia. Em todos os seus programas, educação, saúde e segurança são apontadas como áreas essenciais.

A privatização aparece como prioridade de Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, João Amoêdo e Henrique Meirelles. Para se ter uma ideia do risco de eleger um presidente neoliberal, Álvaro Dias diz que vai “reduzir o tamanho do Estado e que a iniciativa privada é a origem do crescimento”. Já Amoêdo promete, sem nenhum disfarce, privatizar todas as estatais.

Assim como a Condsef/Fenadsef, o Sindsep-PE não abre mão de defender um serviço público gratuito, universal e de qualidade. “Temos presenciado servidores públicos defendendo propostas e candidatos neoliberais. Isso é um contrasenso. O neoliberalismo representa a falência do serviço público, o que significa também o fim da função pública do servidor. Precisamos refletir sobre essas questões”, destaca o coordenador geral do Sindsep, José Carlos Oliveira.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE